Na criação da ONU procuraram-se evitar alguns erros que se considerou terem estado na origem do fracasso da SDN. Muito da sua experiência foi, entretanto, recuperando na nova organização mundial da pós-guerra.
Do legado da SDN é de destacar:
O desenvolvimento das técnicas de negociação multilateral.
A experiência do funcionamento de um secretariado internacional permanente.
A experiência de cooperação internacional nos domínios económicos e social.
A criação de um tribunal internacional permanente.
Entre as lições negativas da experiência, cuja repetição se procurou evitar, é de destacar:
A ligação directa entre o tratado de paz e a organização.
O carácter excessivamente abstracto da segurança colectiva e do mecanismo das sanções.
A delimitação pouco clara das competências dos órgãos restrito e plenário.
A excessiva centralização nas relações com as restantes organizações do sistema.
Desenvolvimento
Assim sendo, verificamos que tal como a SDN foi concebida na nova ordem internacional criada no fim da 1ª Guerra Mundial com o Tratado de Versalhes, a ONU foi consequência directa da nova ordem internacional, estabelecida após a 2ª Guerra Mundial, nas Conferências de Ialta e Potsdam.
Posto isto, passo a referir os momentos que marcaram o caminho em direcção à fundação da ONU.
O primeiro foi a 12 de Junho de 1941, com a assinatura da Declaração Inter-aliada. Assinada em Londres, esta declaração estabelecia que as forças aliadas deveriam "trabalhar juntas, em conjunto com outras pessoas livres, na guerra ou na paz".
O segundo grande momento foi a 14 de Agosto de 1941 (é de realçar que nesta altura os EUA ainda nem tinham entrado no conflito) quando o presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt e o primeiro ministro do Reino Unido, Winston Churchill, tiveram um encontro secreto a bordo de um navio americano no oceano atlântico, onde redigiram um plano para a paz ao qual chamaram de Carta do Atlântico, na qual referiram que após o fim da guerra esperavam ver estabelecida uma paz que oferecesse às nações segurança e que os seus habitantes vivessem livres do medo e da necessidade, que todas as nações do mundo renunciassem ao uso da força e estabelecessem o desejo dos signatários de promover a colaboração entre as nações com o objectivo de alcançar melhores condições de trabalho, desenvolvimento económico e segurança social. Portanto, podemos dizer que este documento foi o primeiro de conteúdo programático sobre a reorganização da sociedade internacional quando finda a Segunda Guerra Mundial.
Após a Carta do Atlântico e a entrada dos Estados Unidos da América na Segunda Guerra Mundial, em Dezembro de 1941, a Declaração das Nações Unidas, datada de 1° de Janeiro de 1942, é assinada em Washington por 26 países, onde se estabelece o compromisso de prosseguirem juntos a luta contra as potências do Eixo. Neste documento utiliza-se pela primeira vez o nome de Nações Unidas, sugerido pelo Presidente Roosevelt.
Em 1943 aconteceram duas conferências durante as quais as nações reconheceram que os objectivos estabelecidos na Declaração das Nações Unidas, referentes à paz e à segurança internacionais deveriam ser assegurados por intermédio de uma organização internacional. O governo da União Soviética (URSS), o Reino Unido, os Estados Unidos e a China assinaram tais acordos nesse sentido em Moscovo, em 30 de Outubro. Os líderes dos Estados Unidos, da URSS e do Reino Unido reafirmaram essa intenção em Teerão, no dia 1º de Dezembro de 1943.
A partir desses acordos, os líderes dos Estados Unidos, Reino Unido, da União Soviética e China reuniram-se durante vários meses durante o Outono de 1944 em Washington, D.C., para determinar os objectivos, a estrutura e o funcionamento das Nações Unidas. Essas reuniões que aconteceram entre os dias 21 de Setembro e 7 de Outubro tornaram-se conhecidas como a Conferência de Dumbarton Oaks.
A Conferência de São Francisco, em 1945, converteu as Nações Unidas em realidade. No dia 25 de Abril, delegados de mais de 50 nações do mundo se reuniram na cidade de São Francisco onde negociaram e escreveram os 111 artigos da Carta das Nações Unidas. A Carta foi, então, unanimemente aprovada em 25 de Junho e assinada em 26 de Junho. A Polónia não foi representada na conferência, no entanto logo assinou a Carta tornando-se o 51° e último Estado membro fundador.
As regras de funcionamento da Conferência estabeleciam que as decisões sobre a redacção da Carta deveriam ser aprovadas por dois terços dos cinquenta Estados representados. Esta maioria de aprovação permitia a formação de minorias de bloqueio mas, principalmente, facultava aos Estados pequenos e médios a possibilidade de, desde que se articulassem entre si, poderem introduzir alterações ao projecto-base previamente negociado pelas grandes potências.
Se, afinal, o prestigio inquestionável das grandes potências e a sua superioridade politica, económica e militar lhes permitia impor qualquer solução e efectivamente permitiu deixar passar o princípio de que a principal responsabilidade pela paz e segurança internacional lhes devia ser confiada, tal não obstou a que os debates se caracterizassem por uma grande vivacidade e que os restantes Estados obtivessem a aprovação de alterações no que se refere aos poderes da Assembleia Geral e as competências da organização em matéria económica e social que se revelariam de grande importância.
A “lição” da sociedade das Nações demonstrara que sem o empenho activo das principais potências a manutenção da paz não poderia ser eficazmente garantida. Por outro lado, os Estados Unidos acreditavam que só com o empenho unânime das potências “amantes da paz”, as vencedoras da guerra, seria possível manter a segurança colectiva.
Segundo decidiu a Conferência, a Carta entraria em vigor logo que ratificada por dois terços dos Estados participantes e pelos cinco grandes, evitando-se assim que pudesse surgir uma situação análoga à que emergiu da não ratificação do Pacto da Sociedade das Nações pelos Estados Unidos. Essas condições verificaram-se em 24 de Outubro de 1945, depois de todos os representantes terem aprovados a Carta das Nações Unidas, nasceu oficialmente a ONU. Até hoje celebra-se o aniversário dessa organização nessa data.
Carta das Nações Unidas
A Carta das Nações Unidas é um documento consideravelmente mais vasto que o Pacto da Sociedade das Nações. Contem um preâmbulo e 111 artigos, divididos por 19 capítulos, além do Estatuto do Tribunal Internacional de Justiça, que desenvolve a matéria referente a este órgão jurisdicional e que tem setenta artigos distribuídos por 5 capítulos.
O preâmbulo contém a profissão de fé dos fundadores (a que os novos membros naturalmente aderem). No capítulo I, designado “Objectivos e Princípios”, estabelecem-se os fins da organização no artigo 1 e os princípios que os membros se obrigam a respeitar no artigo 2, sendo que na alínea 7 deste artigo se delimita como domínio reservado dos Estados as respectivas jurisdições internas.
O capítulo II ocupa-se da admissão de membros e da sua suspensão ou expulsão.
O capítulo III enumera os chamados “órgãos constitucionais”: a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança, o Conselho Económico e Social, o Conselho de Tutela, o Tribunal Internacional de Justiça e o Secretariado.
O capítulo IV ocupa-se da Assembleia Geral, enumerando as suas competências, que resumidamente são:
discutir e fazer recomendações sobre qualquer assunto/questão dentro das finalidades da ONU;
considerar princípios gerais de cooperação na manutenção da paz e segurança internacionais;
elaborar recomendações sobre a solução pacífica de qualquer litígio internacional;
aprovar o orçamento da ONU;
eleger os membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU
Os modos de intervenção do Conselho de Segurança estão desenvolvidos nos dois capítulos seguintes. No capítulo VI trata-se da intervenção na solução pacífica de controvérsias, no capítulo VII, sob o título, “Acção em caso de ameaça à paz, ruptura da paz e acto de agressão”, do emprego de medidas coercivas, bem como a obrigação dos Estados membros de a elas aderirem (artigos 41 e 42). No artigo 51 ressalva-se a legítima defesa, que no âmbito da Carta constitui, para além do uso da força pela própria organização, o único caso de utilização lícita de meios armados nas relações internacionais.
O capítulo XV ocupa-se do Secretariado e, especificamente, do secretário-geral, referindo-se o artigo 99 à única competência política que a Carta explicitamente lhe reconhece: a de chamar a atenção do Conselho de Segurança para qualquer assunto que possa em sua opinião pôr em perigo a manutenção da paz e da segurança internacionais.
Conclusão
Concluímos então que a Organização das Nações Unidas nasceu de uma particular tradição idealista norte-americana. Essa tradição que sempre fez sentir ao presidente Woodrow Wilson tão próximo de Deus, e igualmente claro no que diz respeito ao rumo que deveriam seguir os assuntos internacionais. A mesma tradição abrigou, também, Franklin D. Roosevelt, durante a Cúpula de Yalta, ao fazer inumeráveis concessões a Stalin, no que concerne à Europa Oriental, com o propósito de conseguir a anuência para a criação da ONU. A melhor manifestação do idealismo de Roosevelt ficou registrada em uma célebre frase de seu Secretário de Estado, Cordell Hull, com respeito ao papel que caberia a esta organização. Segundo ele, “já não haverá necessidade de esferas de influência, de alianças, de balanças de poder ou de nenhum outro acordo especial que, durante um passado infeliz, as nações requereram para salvaguardar a sua segurança”. Em outras palavras, a Organização das Nações Unidas podia transformar-se em garantia da paz e da segurança coletiva, sem a ajuda de nenhum dos mecanismos utilizados em outras épocas, ao longo dos séculos. A primeira reunião da Assembleia-geral das NAÇÕES UNIDAS teve lugar em Londres no início do ano seguinte.
De certo modo, como afirma Michael Virally, a ONU veio a ser simultaneamente uma reconstituição da SDN e uma “anit-SDN”.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Guerra Fria: Períodos de Tensão
Recordando o que foi a guerra fria, um período de tensão após a 2ª Guerra Mundial até aos anos 80, provocada pela formação de dois grandes blocos: o Bloco Ocidental liderado pelos EUA, e o Bloco de Leste liderado pela URSS.
Apesar de as duas super-potências nunca se terem confrontado directamente, gerou-se um clima de profunda tensão que colocou por diversas vezes o Mundo á beira de uma guerra total
De entre todos os conflitos regionais há apenas alguns que mais se destacam. Nomeadamente: o Bloqueio de Berlim, Guerra da Coreia, Crise de Cuba, Guerra do Vietname, Guerra do Afeganistão e Guerra das Estrelas.
● Bloqueio de Berlim (24 de Junho de 1948 a 11 de Maio de 1949)
Após a derrota alemã na 2ª Guerra Mundial, os países vencedores impuseram-lhe duras sanções. Entre elas a divisão da Alemanha em quatro zonas de influência, cada uma chefiada por um dos vencedores: EUA, França, Reino Unido e URSS.
Berlim, a capital da Alemanha, também foi dividida, mesmo estando totalmente em território de influência soviética. Então a comunicação entre o lado Ocidental e a cidade fragmentada era feita por pontes aéreas e terrestres.
Em 24 de Junho de 1948, todas as rotas terrestres com Berlim ocidental foram fechadas pelas tropas soviéticas, numa violação dos acordos das Conferencias de Ialta e Potsdam.
Para não abandonar a zona ocidental de Berlim e dar vitória á URSS, os países ocidentais criaram uma grande e impressionante ponte aérea, a qual aterrou um avião de 3 em 3 minutos, em que os aviões americanos levaram mantimentos aos mais de 2 milhões de berlenienses que viviam no ocidente da cidade.
Estaline reconheceu a derrota dos seus planos em 11 de Maio de 1949. Pouco depois, a zona Americana, francesa e britânica uniram-se formando a Republica Federal da Alemanha, cuja capital era Bona. Da zona Soviética, nasceu a Republica Democrática Alemã com a capital Berlim.
● Guerra da Coreia (25 de Junho de 1950 e 27 de Julho de 1953)
A Guerra da Coreia travou-se entre 25 de Julho de 1950 e 27 de Julho de 1953, opondo a Coreia do Sul e os seus aliados, que incluíam os EUA e o Reino Unido, á Coreia do norte apoiada pela Republica Popular da China e pela URSS. O resultado foi a manutenção da divisão da Coreia em dois países, que perdura até aos dias de hoje.
Em 1950, os EUA e a URSS, ex-aliados, entram em conflito pelo controle da Coreia. Esta é cortada pelo paralelo 38, uma linha demarcatória que divide dois exércitos, dois Estados, dois sistemas políticos: a Republica da Coreia a sul, com o capitalismo apoiado pelos EUA; e a Republica Popular Democrática da Coreia a norte com o comunismo apoiada pela URSS. Em Julho de 1950, depois de várias tentativas para derrubar o governo do sul, a Coreia do Norte ataca de surpresa e toma Seul, a capital do sul. As Nações Unidas condenam o ataque e enviam forças para ajudar a Coreia do sul a repelir os invasores.
Em Setembro, as Forças das Nações Unidas começam uma ambiciosa ofensiva para retomar a costa oeste, ocupada pelo exército norte-coreano. No dia 15 desse mês, chegam com certa facilidade a Inchon, perto de Seul, e algumas horas depois entram na cidade ocupada. Os soldados norte-coreanos são vencidos pelos soldados das Nações Unidas. Três meses após o início das hostilidades, Seul é libertada e assim os EUA mantêm a sua supremacia no Sul. Em Outubro, as forças internacionais violam a fronteira do paralelo 38 como os coreanos haviam feito e avançam para a Coreia do Norte. A capital Pyongyang é invadida pelo exército sul-coreano e pelas tropas das Nações Unidas que se aproximam da fronteira com a China. Milhares de prisioneiros amontoados em campos de concentração esperam ansiosamente por um armistício.
Com a ajuda da China, as forças das Nações Unidas voltam para a Coreia do sul. E a luta pelo paralelo 38 continua.
Em 23 de Junho começam as negociações para a paz que duram dois anos e resultam num acordo feito em Panmujon, em 27 de Julho de 1953.
O único resultado foi o cessar-fogo. O tratado ainda não foi assinado e a Coreia continua dividida em norte e sul.
Já em 2000, os governos das duas Coreias anunciaram planos de reaproximação dos dois países. Isso significou o inicio da desmilitarização da região, a diminuição do isolamento internacional da Coreia do Norte e para milhares de Coreanos a possibilidade de reencontrar parentes separados.
● Crise dos mísseis de Cuba (1962)
Na sequência da Revolução triunfante em 1959, Cuba empreende uma aproximação política estratégica á URSS, afastando-se radicalmente dos EUA e tornando-se, cada vez mais, um dos palcos “quentes” da guerra fria.
Depois do fracasso americano na Baía dos Porcos, em Abril de 1961 Cuba e a URSS firmam convénios militares e ao mesmo tempo que os EUA de Kennedy estão decididos a vingar aquele desastre, Moscovo acusa Washington de actos de opressão contra Cuba e declara, em 11 de Setembro, estar a enviar auxílio militar para este país, o que preocupa os EUA. Em 1962 Krushev decide implantar secretamente mísseis soviéticos em Cuba.
A 16 de Outubro do mesmo ano, fotografias aéreas da CIA revelam a existência de rampas de lançamento capazes de receber mísseis nucleares, em fase de instalação na ilha de Cuba. A 18 de Outubro, o presidente Kennedy toma conhecimento do transporte em navios soviéticos de mísseis em direcção a Cuba. Perante a opinião pública em pânico, o Governo dos EUA decide agir com firmeza. Kennedy ameaça invadir Cuba ou bombardear as rampas de lançamento, mas opta por uma solução que ainda hoje perdura: o bloqueio naval á ilha, decretado a 22 de Outubro. Doze cargueiros russos invertem, então, a marcha.
A 26 desse mesmo mês, Krushev anuncia oficialmente a Kennedy que retira os mísseis sob o controlo da ONU, com a condição dos EUA não invadirem Cuba e a retirada dos mísseis americanos instalados em bases próximas da URSS, sobretudo os da Turquia. A crise, neste cenário, acaba por se desvanecer em 28 de Outubro de 1962.
● Guerra do Vietname (1964- 1973)
Os acordos de Genebra que, em 1954, puseram fim á guerra da Indochina, deixaram claramente estabelecida a possibilidade de reunificação do Vietname através de uma consulta popular, a realizar no prazo máximo de dois anos.
Esta cláusula, que nunca tinha agradado aos EUA, foi pouco depois rejeitada pelo governo do Vietname do sul, que propôs lutar, de armas na mão, contra o comunismo.
Como resposta ao regime policial e corrupto instalado nu sul e ao não cumprimento dos acordos de Genebra, formam-se, em 1960, a frente de libertação nacional (FNL), cujo braço armado- o Vietcong- conta com a ajuda do governo de Oh Chi Minh.
Perante a escalada da guerrilha Vietcong, o presidente Lyndon Johnson decide uma intervenção directa no conflito.
A Guerra do Vietname rapidamente se transformou num pesadelo táctico para os generais americanos que, treinados para uma guerra convencional, se defrontavam com os métodos furtivos de ataque de fuga da guerrilha Vietcong. A selva inóspita e o apoio das populações aos guerrilheiros jogavam em desfavor do bem apetrechado exército dos EUA.
O recurso á violência sobre os civis (a destruição de aldeias foi uma constante nesta guerra), o uso de armas químicas, os bombardeamentos intensos rapidamente denegrira a actuação americana e lhe retiraram legitimidade. Entretanto, animados de um espírito de resistência nacionalista que o Presidente Johnson nunca lhe quis reconhecer, os guerrilheiros do Vietcong continuavam a ganhar pontos ao exército mais poderoso do Mundo.
Em 1968, depois de uma fulgurante ofensiva conjunta do Vietname do norte e das forças do Vietcong, os americanos reconhecem a necessidade de procurar uma “Paz com Honra” e anunciam a retirada progressiva (mas lenta) das suas tropas na região.
A intervenção no Vietname constituiu o mais duro revés da política de contenção Americana. Os EUA não só conseguiram evitar a reunificação do país sobe a bandeira vermelha do Comunismo como saíram da Guerra desprestigiados, marcados aos olhos do 3º Mundo com o ferrete do imperialismo.
● Guerra do Afeganistão
A Guerra do Afeganistão ou invasão soviética do Afeganistão foi um conflito armado de nove anos entre tropas de soviéticas, que apoiavam o governo marxista do Afeganistão, e insurgentes mujahidin afegãos, procuravam derrubar o regime comunista no país. No contexto da Guerra Fria, a União Soviética apoiou o governo, enquanto que os rebeldes receberam apoio dos EUA, do Paquistão e de outros muçulmanos. O conflito coincidiu no tempo com a Revolução Iraniana (1979) e a Guerra Irão- Iraque.
As primeiras tropas soviéticas a entrar no Afeganistão chegaram em 25 de Dezembro de 1979. A retirada final começou em 15 de Maio de 1988 e foi concluída em 15 de Fevereiro de 1989. Devido ao alto custo e ao resultado malogrado para aquela superpotência da Guerra Fria, a intervenção soviética no Afeganistão costuma ser comparada ao que foi, para os EUA, a Guerra do Vietname. Alguns estudiosos pensam que o custo económico e militar da guerra contribuiu consideravelmente para o colapso da União Soviética em 1991.
● Guerra das Estrelas
A chegada de Ronald Reagan á Casa Branca (Janeiro de 1981), apoiado pelos conservadores, é marcada por um discurso nacionalista da defesa dos valores americanos e a recuperação do orgulho americano. Para Reagan, os americanos deviam resistir ao “Império do Mal” (discurso de 1983, Florida), sendo a missão dos EUA a defesa da liberdade e da democracia. Uma América forte e respeitada eram o novo lema. Para isso, os americanos deviam rearmar-se e ultrapassar os soviéticos na corrida aos armamentos. Com essa finalidade foi lançado um novo programa de armamento, a Iniciativa de Defesa Estratégica (IDE), mais conhecido como “Guerra das Estrelas”. Este programa visava colocar um sistema no espaço que permitisse detectar qualquer ataque, eliminando-o.
No segundo mandato (1985), Reagan muda de atitude em relação á URSS. Do lado soviético, Gorbatchev chegava ao poder e dava prioridades á modernização da economia relativamente á corrida aos armamentos. A situação económica da URSS não lhe permitia desenvolver um programa de resposta á Guerra das Estrelas. Uma 1ª proposta soviética de interdição definitiva aos ensaios nucleares e de eliminação das armas atómicas, antes do ano 2000, não obteve resposta dos EUA, devido á intransigência dos sectores ligados a Reagan.
Mas a economia americana perdia competitividade em relação á japonesa, o défice aumentara e não permitia o aumento das despesas militares. Além do mais a Guerra das Estrelas era demasiado dispendiosa e colocava desafios á investigação não possíveis de resolver de imediato. Surgiu também um escândalo relacionado com a venda de armas ao Irão e Reagan precisava de compensar os desaires em política externa. Seguem-se então encontros entre os dois dirigentes (Genebra, 1985, Islândia, 1986) que vão tendo alguns sucessos. Gorbatchev aceita retirar totalmente os Euromísseis da Europa de Leste e há um compromisso dos armamentos estratégicos em 50% por ambas as partes. Para finalizar em 1987 é estabelecido o 1º acordo real de desarmamento nuclear, o Tratado de Washington que prevê a eliminação dos mísseis de curto e médio alcance na Europa, em 3 anos. Pela 1ª vez, os dois campos comprometiam-se a destruir uma parte do seu arsenal e aceitavam o controlo mútuo.
Apesar de as duas super-potências nunca se terem confrontado directamente, gerou-se um clima de profunda tensão que colocou por diversas vezes o Mundo á beira de uma guerra total
De entre todos os conflitos regionais há apenas alguns que mais se destacam. Nomeadamente: o Bloqueio de Berlim, Guerra da Coreia, Crise de Cuba, Guerra do Vietname, Guerra do Afeganistão e Guerra das Estrelas.
● Bloqueio de Berlim (24 de Junho de 1948 a 11 de Maio de 1949)
Após a derrota alemã na 2ª Guerra Mundial, os países vencedores impuseram-lhe duras sanções. Entre elas a divisão da Alemanha em quatro zonas de influência, cada uma chefiada por um dos vencedores: EUA, França, Reino Unido e URSS.
Berlim, a capital da Alemanha, também foi dividida, mesmo estando totalmente em território de influência soviética. Então a comunicação entre o lado Ocidental e a cidade fragmentada era feita por pontes aéreas e terrestres.
Em 24 de Junho de 1948, todas as rotas terrestres com Berlim ocidental foram fechadas pelas tropas soviéticas, numa violação dos acordos das Conferencias de Ialta e Potsdam.
Para não abandonar a zona ocidental de Berlim e dar vitória á URSS, os países ocidentais criaram uma grande e impressionante ponte aérea, a qual aterrou um avião de 3 em 3 minutos, em que os aviões americanos levaram mantimentos aos mais de 2 milhões de berlenienses que viviam no ocidente da cidade.
Estaline reconheceu a derrota dos seus planos em 11 de Maio de 1949. Pouco depois, a zona Americana, francesa e britânica uniram-se formando a Republica Federal da Alemanha, cuja capital era Bona. Da zona Soviética, nasceu a Republica Democrática Alemã com a capital Berlim.
● Guerra da Coreia (25 de Junho de 1950 e 27 de Julho de 1953)
A Guerra da Coreia travou-se entre 25 de Julho de 1950 e 27 de Julho de 1953, opondo a Coreia do Sul e os seus aliados, que incluíam os EUA e o Reino Unido, á Coreia do norte apoiada pela Republica Popular da China e pela URSS. O resultado foi a manutenção da divisão da Coreia em dois países, que perdura até aos dias de hoje.
Em 1950, os EUA e a URSS, ex-aliados, entram em conflito pelo controle da Coreia. Esta é cortada pelo paralelo 38, uma linha demarcatória que divide dois exércitos, dois Estados, dois sistemas políticos: a Republica da Coreia a sul, com o capitalismo apoiado pelos EUA; e a Republica Popular Democrática da Coreia a norte com o comunismo apoiada pela URSS. Em Julho de 1950, depois de várias tentativas para derrubar o governo do sul, a Coreia do Norte ataca de surpresa e toma Seul, a capital do sul. As Nações Unidas condenam o ataque e enviam forças para ajudar a Coreia do sul a repelir os invasores.
Em Setembro, as Forças das Nações Unidas começam uma ambiciosa ofensiva para retomar a costa oeste, ocupada pelo exército norte-coreano. No dia 15 desse mês, chegam com certa facilidade a Inchon, perto de Seul, e algumas horas depois entram na cidade ocupada. Os soldados norte-coreanos são vencidos pelos soldados das Nações Unidas. Três meses após o início das hostilidades, Seul é libertada e assim os EUA mantêm a sua supremacia no Sul. Em Outubro, as forças internacionais violam a fronteira do paralelo 38 como os coreanos haviam feito e avançam para a Coreia do Norte. A capital Pyongyang é invadida pelo exército sul-coreano e pelas tropas das Nações Unidas que se aproximam da fronteira com a China. Milhares de prisioneiros amontoados em campos de concentração esperam ansiosamente por um armistício.
Com a ajuda da China, as forças das Nações Unidas voltam para a Coreia do sul. E a luta pelo paralelo 38 continua.
Em 23 de Junho começam as negociações para a paz que duram dois anos e resultam num acordo feito em Panmujon, em 27 de Julho de 1953.
O único resultado foi o cessar-fogo. O tratado ainda não foi assinado e a Coreia continua dividida em norte e sul.
Já em 2000, os governos das duas Coreias anunciaram planos de reaproximação dos dois países. Isso significou o inicio da desmilitarização da região, a diminuição do isolamento internacional da Coreia do Norte e para milhares de Coreanos a possibilidade de reencontrar parentes separados.
● Crise dos mísseis de Cuba (1962)
Na sequência da Revolução triunfante em 1959, Cuba empreende uma aproximação política estratégica á URSS, afastando-se radicalmente dos EUA e tornando-se, cada vez mais, um dos palcos “quentes” da guerra fria.
Depois do fracasso americano na Baía dos Porcos, em Abril de 1961 Cuba e a URSS firmam convénios militares e ao mesmo tempo que os EUA de Kennedy estão decididos a vingar aquele desastre, Moscovo acusa Washington de actos de opressão contra Cuba e declara, em 11 de Setembro, estar a enviar auxílio militar para este país, o que preocupa os EUA. Em 1962 Krushev decide implantar secretamente mísseis soviéticos em Cuba.
A 16 de Outubro do mesmo ano, fotografias aéreas da CIA revelam a existência de rampas de lançamento capazes de receber mísseis nucleares, em fase de instalação na ilha de Cuba. A 18 de Outubro, o presidente Kennedy toma conhecimento do transporte em navios soviéticos de mísseis em direcção a Cuba. Perante a opinião pública em pânico, o Governo dos EUA decide agir com firmeza. Kennedy ameaça invadir Cuba ou bombardear as rampas de lançamento, mas opta por uma solução que ainda hoje perdura: o bloqueio naval á ilha, decretado a 22 de Outubro. Doze cargueiros russos invertem, então, a marcha.
A 26 desse mesmo mês, Krushev anuncia oficialmente a Kennedy que retira os mísseis sob o controlo da ONU, com a condição dos EUA não invadirem Cuba e a retirada dos mísseis americanos instalados em bases próximas da URSS, sobretudo os da Turquia. A crise, neste cenário, acaba por se desvanecer em 28 de Outubro de 1962.
● Guerra do Vietname (1964- 1973)
Os acordos de Genebra que, em 1954, puseram fim á guerra da Indochina, deixaram claramente estabelecida a possibilidade de reunificação do Vietname através de uma consulta popular, a realizar no prazo máximo de dois anos.
Esta cláusula, que nunca tinha agradado aos EUA, foi pouco depois rejeitada pelo governo do Vietname do sul, que propôs lutar, de armas na mão, contra o comunismo.
Como resposta ao regime policial e corrupto instalado nu sul e ao não cumprimento dos acordos de Genebra, formam-se, em 1960, a frente de libertação nacional (FNL), cujo braço armado- o Vietcong- conta com a ajuda do governo de Oh Chi Minh.
Perante a escalada da guerrilha Vietcong, o presidente Lyndon Johnson decide uma intervenção directa no conflito.
A Guerra do Vietname rapidamente se transformou num pesadelo táctico para os generais americanos que, treinados para uma guerra convencional, se defrontavam com os métodos furtivos de ataque de fuga da guerrilha Vietcong. A selva inóspita e o apoio das populações aos guerrilheiros jogavam em desfavor do bem apetrechado exército dos EUA.
O recurso á violência sobre os civis (a destruição de aldeias foi uma constante nesta guerra), o uso de armas químicas, os bombardeamentos intensos rapidamente denegrira a actuação americana e lhe retiraram legitimidade. Entretanto, animados de um espírito de resistência nacionalista que o Presidente Johnson nunca lhe quis reconhecer, os guerrilheiros do Vietcong continuavam a ganhar pontos ao exército mais poderoso do Mundo.
Em 1968, depois de uma fulgurante ofensiva conjunta do Vietname do norte e das forças do Vietcong, os americanos reconhecem a necessidade de procurar uma “Paz com Honra” e anunciam a retirada progressiva (mas lenta) das suas tropas na região.
A intervenção no Vietname constituiu o mais duro revés da política de contenção Americana. Os EUA não só conseguiram evitar a reunificação do país sobe a bandeira vermelha do Comunismo como saíram da Guerra desprestigiados, marcados aos olhos do 3º Mundo com o ferrete do imperialismo.
● Guerra do Afeganistão
A Guerra do Afeganistão ou invasão soviética do Afeganistão foi um conflito armado de nove anos entre tropas de soviéticas, que apoiavam o governo marxista do Afeganistão, e insurgentes mujahidin afegãos, procuravam derrubar o regime comunista no país. No contexto da Guerra Fria, a União Soviética apoiou o governo, enquanto que os rebeldes receberam apoio dos EUA, do Paquistão e de outros muçulmanos. O conflito coincidiu no tempo com a Revolução Iraniana (1979) e a Guerra Irão- Iraque.
As primeiras tropas soviéticas a entrar no Afeganistão chegaram em 25 de Dezembro de 1979. A retirada final começou em 15 de Maio de 1988 e foi concluída em 15 de Fevereiro de 1989. Devido ao alto custo e ao resultado malogrado para aquela superpotência da Guerra Fria, a intervenção soviética no Afeganistão costuma ser comparada ao que foi, para os EUA, a Guerra do Vietname. Alguns estudiosos pensam que o custo económico e militar da guerra contribuiu consideravelmente para o colapso da União Soviética em 1991.
● Guerra das Estrelas
A chegada de Ronald Reagan á Casa Branca (Janeiro de 1981), apoiado pelos conservadores, é marcada por um discurso nacionalista da defesa dos valores americanos e a recuperação do orgulho americano. Para Reagan, os americanos deviam resistir ao “Império do Mal” (discurso de 1983, Florida), sendo a missão dos EUA a defesa da liberdade e da democracia. Uma América forte e respeitada eram o novo lema. Para isso, os americanos deviam rearmar-se e ultrapassar os soviéticos na corrida aos armamentos. Com essa finalidade foi lançado um novo programa de armamento, a Iniciativa de Defesa Estratégica (IDE), mais conhecido como “Guerra das Estrelas”. Este programa visava colocar um sistema no espaço que permitisse detectar qualquer ataque, eliminando-o.
No segundo mandato (1985), Reagan muda de atitude em relação á URSS. Do lado soviético, Gorbatchev chegava ao poder e dava prioridades á modernização da economia relativamente á corrida aos armamentos. A situação económica da URSS não lhe permitia desenvolver um programa de resposta á Guerra das Estrelas. Uma 1ª proposta soviética de interdição definitiva aos ensaios nucleares e de eliminação das armas atómicas, antes do ano 2000, não obteve resposta dos EUA, devido á intransigência dos sectores ligados a Reagan.
Mas a economia americana perdia competitividade em relação á japonesa, o défice aumentara e não permitia o aumento das despesas militares. Além do mais a Guerra das Estrelas era demasiado dispendiosa e colocava desafios á investigação não possíveis de resolver de imediato. Surgiu também um escândalo relacionado com a venda de armas ao Irão e Reagan precisava de compensar os desaires em política externa. Seguem-se então encontros entre os dois dirigentes (Genebra, 1985, Islândia, 1986) que vão tendo alguns sucessos. Gorbatchev aceita retirar totalmente os Euromísseis da Europa de Leste e há um compromisso dos armamentos estratégicos em 50% por ambas as partes. Para finalizar em 1987 é estabelecido o 1º acordo real de desarmamento nuclear, o Tratado de Washington que prevê a eliminação dos mísseis de curto e médio alcance na Europa, em 3 anos. Pela 1ª vez, os dois campos comprometiam-se a destruir uma parte do seu arsenal e aceitavam o controlo mútuo.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
O Advento da I Guerra Mundial:“A Anatomia da Guerra: Actores e Desenvolvimentos Estratégicos”.
A Primeira Guerra Mundial
Introdução:
A Primeira Guerra Mundial, também, conhecida pela Grande Guerra foi o primeiro conflito que envolveu directamente as grandes potências do mundo.
Este conflito de nível mundial ocorreu desde o mês de Agosto de 1914 até ao dia 11 de Novembro de 1918 e alterou a organização social, política e geográfica do mundo.
No século XX, o clima de tensão entre as potências é tão grande que um conflito internacional já se torna inevitável, os países procuram então organizar os exércitos, produzir armamentos e fazer acordos entre si para garantir força na disputa.
Desenvolvimento:
A principal causa do inicio do primeiro conflito mundial deu-se a 28 de Junho de 1914, com o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro e de sua esposa, em Sarajevo na Bósnia-Herzegovina, pelo estudante sérvio Gravilo Princip pertencente ao grupo nacionalista- terrorista armado “Mão Negra”. Este grupo tinha como objectivo evitar e impedir a reunificação e reorganização do império, incluindo a Sérvia no Império Austro-húngaro.
Este incidente desencadeou os eventos que rapidamente deram origem a uma enorme crise diplomática e militar. A 28 de Julho de 1914, a Áustria declarou guerra a Sérvia. A este factor veio juntar-se a vontade de fazer a guerra por parte de uma ou diversas potências com o desejo de instaurar e impor a sua hegemonia. A Primeira Guerra Mundial estendeu-se à Europa e ao resto do mundo em consequência da Paz Armada.
No princípio do verão de 1914, pensa-se que a guerra não duraria mais do que algumas semanas e no pior dos casos alguns meses, no qual a estratégia dos beligerantes assenta nas características de uma guerra curta e cuja decisão final será encontrada no decurso dos primeiros confrontos, é uma guerra de movimentos que se caracterizou por movimentos rápidos, envolvendo grandes exércitos.
Constituem-se dois grandes blocos, de um lado, a Sérvia, objecto do ultimato austríaco e da declaração de guerra; Montenegro; a Rússia aliada e protectora da Sérvia; a França aliada da Rússia que está a ser alvo de intimidações por parte da Alemanha; a Bélgica que recusou ceder ao ultimato alemão e o Império Britânico como signatário do Tratado de Londres estava comprometido a preservar a soberania belga, os portos belgas eram demasiados importantes para cair nas mãos de uma potência continental hostil enviando, por isso, um exército para a Bélgica atrasando, assim, o avanço alemão; as colónias francesas; e, por fim, o Japão que, também, entra para a guerra em 1914.
.Este julga ter mais vantagens em entrar na guerra do que permanecer neutro e, por isso, declara guerra a Alemanha e, por um lado, fá-lo em virtude do tratado que o unia a Inglaterra e, por outro lado, porque a ocasião lhe pareceu boa para se apoderar das bases alemãs na China. Todos eles declararam guerra à Alemanha.
Por outro lado, dois impérios centrais a Áustria-Hungria e a Alemanha.
A guerra vai prolongar-se e nos primeiros meses nenhum beligerante conseguiu assegurar essa vantagem decisiva que deveria levar à vitória e ao fim da guerra. A Alemanha consegue derrotar a Rússia numa série de confrontos, mas numa contra ofensiva em conjunto das forças francesas e inglesas conseguiram parar os alemães á caminho de Paris, é a chamada I Batalha do Marne.
Eis os beligerantes obrigados a rever os seus planos, ambas as partes instalam-se na guerra, as frentes imobilizam-se e passa-se de uma guerra de movimento a uma guerra de posição, com uma frente contínua que torna a penetração impossível.
É o regresso da velha guerra do passado, á guerra do cerco que se desenrola ao longo de centenas de quilómetros e opõe milhares de homens.
Esta fase de guerra foi, também, conhecida pela guerra das trincheiras, os exércitos defendiam as suas posições utilizando uma extensa rede de trincheiras que eles próprios cavavam, protegidas por arame farpado dedicando-se a ataques violentos e de efeitos locais. Ao mesmo tempo que se foi alastrando, o conflito tornou-se cada vez mais trágico, existindo novas armas, como o canhão de tiro rápido, a baioneta, as granadas, o gás venenoso, o lança-chamas, os aviões e os submarinos que faziam um número cada vez maior de vítimas. O exército alemão impunha-se cada vez mais derrotando o mal-treinado e mal-armado exército russo
Em Maio de 1915, é a vez da Itália abdicar da sua neutralidade e entrar na guerra ao lado do Tríplice Entente, em Outubro desse mesmo ano, a Bulgária junta-se a Tríplice Aliança como o objectivo de se poder vingar da Roménia e da Sérvia.
Em Março de 1916, Portugal como aliado tradicional da Inglaterra decidiu entrar para a guerra, através do envio de uma divisão para a frente francesa e o aprisionamento de todos os navios alemães na costa portuguesa e, também, pelo envio de tropas para a defesa das colónias portuguesas ameaçadas pela Alemanha.
Em Agosto, a Roménia junta-se aos aliados e as colónias africanas francesas e inglesas seguem o destino dos seus colonizadores. E tomam parte no esforço da guerra, fornecendo combatentes e servem, também de palco de operações, acabando por a França e a Inglaterra ocuparem umas atrás das outras as colónias alemãs em África.
O ano de 1916 foi conhecido como o “Ano de Verdun”, a Alemanha e a França esgotaram-se sem que nenhuma delas tivesse adquirido qualquer vantagem.
Em 1917, os dois campos estão próximos do ponto de ruptura e nisto está a importância capital desse ano. Diversos países aproximam-se do momento crítico em que tudo se tornaria possível: a capitulação e a Paz Branca (paz que recolocaria tudo como estava antes da guerra) é o ponto de viragem da guerra.
É nesse ano que a Rússia decide sair da guerra devido a várias razões, a primeira são as revoluções socialistas no país que derrubaram o Czar Nicolau II e que modificaram bruscamente a relação de forças em detrimento dos aliados. Por mais que existe vontade por parte do governo russo em continuar a sua intenção de prosseguir a guerra e de se manter fiel aos seus compromissos internacionais, as revoluções cedo desorganizam a máquina de guerra.
A Rússia foi o primeiro país a ceder porque tinha sido o país que tinha pago o tributo mais pesado em homens e que sofrera as maiores perdas, estava mal preparada para a guerra e durante três anos, os soldados russos colmataram estas carências à força de coragem, mas o cansaço acabou por vencê-los.
A sua retirada ficou conhecida como a Paz Separada de Brest-Litovsk e que consistiu numa ruptura do equilíbrio que os estados-maiores procuravam, produziu-se ao favor da Alemanha aproveitando logo para deslocar para oeste a quase totalidade das suas forças, onde os franceses e os ingleses mal conseguiram suster esse avanço alemão.
Em Abril de 1917, deu-se um grande acontecimento no desenrolar da Primeira Guerra que foi a entrada dos Estados Unidos da América na guerra. Esse acontecimento deixou antever o restabelecimento do equilíbrio e mesmo a sua inversão com vantagem para o ocidente.
Os E.U.A. decidiram entrar para a guerra através de um enorme apoio financeiro e económico aos aliados e contra a Alemanha devido a esta ter decidido afundar sem aviso prévio todos os navios e os navios neutros que se encontravam a caminho dos portos britânicos e de todos os submarinos.
Em Novembro de 1917, dá-se uma reviravolta e faz com que a França (peça fulcral de coligação) com a chegada de Clemenceau á presidência do concelho, forma um governo que tem como programa fazer a guerra até ao fim e põe fim às negociações.
Em Julho de 1918, o fortalecimento das forças inglesas, francesas e americanas lançaram um ataque definitivo contra os alemães forçados a retroceder. A guerra já está virtualmente vencida pelos aliados. A Bulgária retira-se do conflito e a Turquia rende-se, o Imperador da Áustria assina o armistício, depõe as armas e abandona o conflito. Mas a guerra continua porque Wilson exige a deposição do Kaiser. A Alemanha continua a guerra sozinha e sem condições de resistir ao bloqueio aliado, liderado pelos Estados Unidos, que privam não só o exército alemão, como toda a Alemanha, não de armamentos, mas de lubrificantes, borracha, gasolina e sobretudo de alimentos e a precária situação de saúde dos civis aumenta, agrava-se a situação política e o país encontrava-se à beira de uma revolução social. Na Baviera é proclamada a república e um decreto anuncia a abolição do Kaiser, Frederich Ebert, líder dos socialistas assume o poder e negoceia a rendição.
Em 11 de Novembro de 1918, o Marechal Foch, comandante dos exércitos da Entente, assina uma convenção de paz com os representantes da Alemanha com condições específicas bastante desvantajosas para esta e, em 1919, é assinado o Tratado de Versalhes através de uma conferência de paz.
Conclusão:
Em 1914, a Europa detinha uma preponderância incontestada e universal onde a guerra acabou por abalar todos os fundamentos dessa preponderância. A Primeira Guerra Mundial conhecida como a guerra destinada a acabar com todas as guerras, plantou as sementes da Segunda Guerra Mundial. O nacionalismo e o militarismo não desaparecem e acabam por aparecer novos totalitarismos. Entretanto, o conflito muda a face do mundo, notou-se ascensão de novas potências que desenvolvem as suas economias nacionais, dando mais importâncias e um uso mais racional das matérias-primas e da força de trabalho (mão-de-obra). O comércio mundial ganha novos contornos, mas as esperanças de um novo tempo sob o signo da Democracia são logo abandonados.
Trabalho realizado por:
Olívia Machado
Alexandre Machado
Introdução:
A Primeira Guerra Mundial, também, conhecida pela Grande Guerra foi o primeiro conflito que envolveu directamente as grandes potências do mundo.
Este conflito de nível mundial ocorreu desde o mês de Agosto de 1914 até ao dia 11 de Novembro de 1918 e alterou a organização social, política e geográfica do mundo.
No século XX, o clima de tensão entre as potências é tão grande que um conflito internacional já se torna inevitável, os países procuram então organizar os exércitos, produzir armamentos e fazer acordos entre si para garantir força na disputa.
Desenvolvimento:
A principal causa do inicio do primeiro conflito mundial deu-se a 28 de Junho de 1914, com o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro e de sua esposa, em Sarajevo na Bósnia-Herzegovina, pelo estudante sérvio Gravilo Princip pertencente ao grupo nacionalista- terrorista armado “Mão Negra”. Este grupo tinha como objectivo evitar e impedir a reunificação e reorganização do império, incluindo a Sérvia no Império Austro-húngaro.
Este incidente desencadeou os eventos que rapidamente deram origem a uma enorme crise diplomática e militar. A 28 de Julho de 1914, a Áustria declarou guerra a Sérvia. A este factor veio juntar-se a vontade de fazer a guerra por parte de uma ou diversas potências com o desejo de instaurar e impor a sua hegemonia. A Primeira Guerra Mundial estendeu-se à Europa e ao resto do mundo em consequência da Paz Armada.
No princípio do verão de 1914, pensa-se que a guerra não duraria mais do que algumas semanas e no pior dos casos alguns meses, no qual a estratégia dos beligerantes assenta nas características de uma guerra curta e cuja decisão final será encontrada no decurso dos primeiros confrontos, é uma guerra de movimentos que se caracterizou por movimentos rápidos, envolvendo grandes exércitos.
Constituem-se dois grandes blocos, de um lado, a Sérvia, objecto do ultimato austríaco e da declaração de guerra; Montenegro; a Rússia aliada e protectora da Sérvia; a França aliada da Rússia que está a ser alvo de intimidações por parte da Alemanha; a Bélgica que recusou ceder ao ultimato alemão e o Império Britânico como signatário do Tratado de Londres estava comprometido a preservar a soberania belga, os portos belgas eram demasiados importantes para cair nas mãos de uma potência continental hostil enviando, por isso, um exército para a Bélgica atrasando, assim, o avanço alemão; as colónias francesas; e, por fim, o Japão que, também, entra para a guerra em 1914.
.Este julga ter mais vantagens em entrar na guerra do que permanecer neutro e, por isso, declara guerra a Alemanha e, por um lado, fá-lo em virtude do tratado que o unia a Inglaterra e, por outro lado, porque a ocasião lhe pareceu boa para se apoderar das bases alemãs na China. Todos eles declararam guerra à Alemanha.
Por outro lado, dois impérios centrais a Áustria-Hungria e a Alemanha.
A guerra vai prolongar-se e nos primeiros meses nenhum beligerante conseguiu assegurar essa vantagem decisiva que deveria levar à vitória e ao fim da guerra. A Alemanha consegue derrotar a Rússia numa série de confrontos, mas numa contra ofensiva em conjunto das forças francesas e inglesas conseguiram parar os alemães á caminho de Paris, é a chamada I Batalha do Marne.
Eis os beligerantes obrigados a rever os seus planos, ambas as partes instalam-se na guerra, as frentes imobilizam-se e passa-se de uma guerra de movimento a uma guerra de posição, com uma frente contínua que torna a penetração impossível.
É o regresso da velha guerra do passado, á guerra do cerco que se desenrola ao longo de centenas de quilómetros e opõe milhares de homens.
Esta fase de guerra foi, também, conhecida pela guerra das trincheiras, os exércitos defendiam as suas posições utilizando uma extensa rede de trincheiras que eles próprios cavavam, protegidas por arame farpado dedicando-se a ataques violentos e de efeitos locais. Ao mesmo tempo que se foi alastrando, o conflito tornou-se cada vez mais trágico, existindo novas armas, como o canhão de tiro rápido, a baioneta, as granadas, o gás venenoso, o lança-chamas, os aviões e os submarinos que faziam um número cada vez maior de vítimas. O exército alemão impunha-se cada vez mais derrotando o mal-treinado e mal-armado exército russo
Em Maio de 1915, é a vez da Itália abdicar da sua neutralidade e entrar na guerra ao lado do Tríplice Entente, em Outubro desse mesmo ano, a Bulgária junta-se a Tríplice Aliança como o objectivo de se poder vingar da Roménia e da Sérvia.
Em Março de 1916, Portugal como aliado tradicional da Inglaterra decidiu entrar para a guerra, através do envio de uma divisão para a frente francesa e o aprisionamento de todos os navios alemães na costa portuguesa e, também, pelo envio de tropas para a defesa das colónias portuguesas ameaçadas pela Alemanha.
Em Agosto, a Roménia junta-se aos aliados e as colónias africanas francesas e inglesas seguem o destino dos seus colonizadores. E tomam parte no esforço da guerra, fornecendo combatentes e servem, também de palco de operações, acabando por a França e a Inglaterra ocuparem umas atrás das outras as colónias alemãs em África.
O ano de 1916 foi conhecido como o “Ano de Verdun”, a Alemanha e a França esgotaram-se sem que nenhuma delas tivesse adquirido qualquer vantagem.
Em 1917, os dois campos estão próximos do ponto de ruptura e nisto está a importância capital desse ano. Diversos países aproximam-se do momento crítico em que tudo se tornaria possível: a capitulação e a Paz Branca (paz que recolocaria tudo como estava antes da guerra) é o ponto de viragem da guerra.
É nesse ano que a Rússia decide sair da guerra devido a várias razões, a primeira são as revoluções socialistas no país que derrubaram o Czar Nicolau II e que modificaram bruscamente a relação de forças em detrimento dos aliados. Por mais que existe vontade por parte do governo russo em continuar a sua intenção de prosseguir a guerra e de se manter fiel aos seus compromissos internacionais, as revoluções cedo desorganizam a máquina de guerra.
A Rússia foi o primeiro país a ceder porque tinha sido o país que tinha pago o tributo mais pesado em homens e que sofrera as maiores perdas, estava mal preparada para a guerra e durante três anos, os soldados russos colmataram estas carências à força de coragem, mas o cansaço acabou por vencê-los.
A sua retirada ficou conhecida como a Paz Separada de Brest-Litovsk e que consistiu numa ruptura do equilíbrio que os estados-maiores procuravam, produziu-se ao favor da Alemanha aproveitando logo para deslocar para oeste a quase totalidade das suas forças, onde os franceses e os ingleses mal conseguiram suster esse avanço alemão.
Em Abril de 1917, deu-se um grande acontecimento no desenrolar da Primeira Guerra que foi a entrada dos Estados Unidos da América na guerra. Esse acontecimento deixou antever o restabelecimento do equilíbrio e mesmo a sua inversão com vantagem para o ocidente.
Os E.U.A. decidiram entrar para a guerra através de um enorme apoio financeiro e económico aos aliados e contra a Alemanha devido a esta ter decidido afundar sem aviso prévio todos os navios e os navios neutros que se encontravam a caminho dos portos britânicos e de todos os submarinos.
Em Novembro de 1917, dá-se uma reviravolta e faz com que a França (peça fulcral de coligação) com a chegada de Clemenceau á presidência do concelho, forma um governo que tem como programa fazer a guerra até ao fim e põe fim às negociações.
Em Julho de 1918, o fortalecimento das forças inglesas, francesas e americanas lançaram um ataque definitivo contra os alemães forçados a retroceder. A guerra já está virtualmente vencida pelos aliados. A Bulgária retira-se do conflito e a Turquia rende-se, o Imperador da Áustria assina o armistício, depõe as armas e abandona o conflito. Mas a guerra continua porque Wilson exige a deposição do Kaiser. A Alemanha continua a guerra sozinha e sem condições de resistir ao bloqueio aliado, liderado pelos Estados Unidos, que privam não só o exército alemão, como toda a Alemanha, não de armamentos, mas de lubrificantes, borracha, gasolina e sobretudo de alimentos e a precária situação de saúde dos civis aumenta, agrava-se a situação política e o país encontrava-se à beira de uma revolução social. Na Baviera é proclamada a república e um decreto anuncia a abolição do Kaiser, Frederich Ebert, líder dos socialistas assume o poder e negoceia a rendição.
Em 11 de Novembro de 1918, o Marechal Foch, comandante dos exércitos da Entente, assina uma convenção de paz com os representantes da Alemanha com condições específicas bastante desvantajosas para esta e, em 1919, é assinado o Tratado de Versalhes através de uma conferência de paz.
Conclusão:
Em 1914, a Europa detinha uma preponderância incontestada e universal onde a guerra acabou por abalar todos os fundamentos dessa preponderância. A Primeira Guerra Mundial conhecida como a guerra destinada a acabar com todas as guerras, plantou as sementes da Segunda Guerra Mundial. O nacionalismo e o militarismo não desaparecem e acabam por aparecer novos totalitarismos. Entretanto, o conflito muda a face do mundo, notou-se ascensão de novas potências que desenvolvem as suas economias nacionais, dando mais importâncias e um uso mais racional das matérias-primas e da força de trabalho (mão-de-obra). O comércio mundial ganha novos contornos, mas as esperanças de um novo tempo sob o signo da Democracia são logo abandonados.
Trabalho realizado por:
Olívia Machado
Alexandre Machado
segunda-feira, 19 de maio de 2008
cronologia da Evolução da Guerra-Fria: Períodos de Tensão (A Crise dos
1962 – Fim da Coexistência Pacífica (1953-1958) entre os blocos.
Janeiro de 1961 – Nomeação de Kennedy para Presidente dos Estados
Unidos da América.
Abril de 1961 – Falhanço na Baía dos Porcos.
Agosto de 1961 – Começo da Aliança para o Progresso, para impedir o
Avanço do Comunismo na América Latina.
Fevereiro de 1962 – Embargo Económico a Cuba.
1960 – Durante a campanha presidencial dos EUA, Kennedy e Lyndon B.
Johnson são informados sobre a verdadeira diferença de
Capacidades nucleares entre as Super potências.
Abril de 1962 – Krushchev fornece mísseis de defesa costeira a Cuba.
Maio de 1962 – Instalação de mísseis nucleares Soviéticos em Cuba.
Finais de Julho de 1962 – Navios Soviéticos chegam a Cuba com material
Militar.
4 de Setembro de 1962 – Kennedy diz ao Congresso que não haviam
Mísseis em Cuba, apesar da existência de
Fotografias de reconhecimento que revelavam o
Contrário.
11 de Setembro de 1962 – Soviéticos garantem que não tinham
necessidade de instalar mísseis fora do seu
Território.
8 de Outubro de 1962 – O Presidente Cubano, Osvaldo Dorticós, disse na
Assembleia-geral das Nações Unidas que tem os
Meios necessários para Retaliar.
14 de Outubro de 1962 – Descoberta dos mísseis no Oeste de Cuba.
22 de Outubro de 1962 – Atinge-se o Clímax da Crise (Descoberta de
Plataformas de Lançamento de mísseis).
23 de Outubro de 1962 – Kennedy assina a Proclamação para a Interdição
da entrega de armas ofensivas a Cuba.
26 de Outubro de 1962 – Castro comunica a Krushchev os seus receios de
uma Invasão Americana.
27 de Outubro de 1962 – Relatório da CIA: Cinco plataformas de
Lançamento de mísseis completamente
operacionais e militares Cubanos prontos a agir;
– Krushchev propõe a troca dos mísseis Cubanos
pelos Júpiter na Turquia;
– Avião U-2 abatido;
– Russos informados para pararem o trabalho dos
Mísseis até ao Final das negociações.
28 de Outubro de 1962 – Mísseis preparados para lançamento;
– Kennedy e U Thant concordam que Cuba não é
uma Ameaça;
– Remoção dos mísseis e respectivos lançadores
Anunciada por Krushchev.
1964-1965 – Fim da nova Coexistência Pacífica.
2005 – Oposição de Putin à colocação do Escudo de Mísseis Americano na
Europa (Polónia e República Checa) e a ameaça de retaliação.
Janeiro de 1961 – Nomeação de Kennedy para Presidente dos Estados
Unidos da América.
Abril de 1961 – Falhanço na Baía dos Porcos.
Agosto de 1961 – Começo da Aliança para o Progresso, para impedir o
Avanço do Comunismo na América Latina.
Fevereiro de 1962 – Embargo Económico a Cuba.
1960 – Durante a campanha presidencial dos EUA, Kennedy e Lyndon B.
Johnson são informados sobre a verdadeira diferença de
Capacidades nucleares entre as Super potências.
Abril de 1962 – Krushchev fornece mísseis de defesa costeira a Cuba.
Maio de 1962 – Instalação de mísseis nucleares Soviéticos em Cuba.
Finais de Julho de 1962 – Navios Soviéticos chegam a Cuba com material
Militar.
4 de Setembro de 1962 – Kennedy diz ao Congresso que não haviam
Mísseis em Cuba, apesar da existência de
Fotografias de reconhecimento que revelavam o
Contrário.
11 de Setembro de 1962 – Soviéticos garantem que não tinham
necessidade de instalar mísseis fora do seu
Território.
8 de Outubro de 1962 – O Presidente Cubano, Osvaldo Dorticós, disse na
Assembleia-geral das Nações Unidas que tem os
Meios necessários para Retaliar.
14 de Outubro de 1962 – Descoberta dos mísseis no Oeste de Cuba.
22 de Outubro de 1962 – Atinge-se o Clímax da Crise (Descoberta de
Plataformas de Lançamento de mísseis).
23 de Outubro de 1962 – Kennedy assina a Proclamação para a Interdição
da entrega de armas ofensivas a Cuba.
26 de Outubro de 1962 – Castro comunica a Krushchev os seus receios de
uma Invasão Americana.
27 de Outubro de 1962 – Relatório da CIA: Cinco plataformas de
Lançamento de mísseis completamente
operacionais e militares Cubanos prontos a agir;
– Krushchev propõe a troca dos mísseis Cubanos
pelos Júpiter na Turquia;
– Avião U-2 abatido;
– Russos informados para pararem o trabalho dos
Mísseis até ao Final das negociações.
28 de Outubro de 1962 – Mísseis preparados para lançamento;
– Kennedy e U Thant concordam que Cuba não é
uma Ameaça;
– Remoção dos mísseis e respectivos lançadores
Anunciada por Krushchev.
1964-1965 – Fim da nova Coexistência Pacífica.
2005 – Oposição de Putin à colocação do Escudo de Mísseis Americano na
Europa (Polónia e República Checa) e a ameaça de retaliação.
Segunda Guerra Mundial
Fase Mundial
Depois dos conflitos armados que tiveram lugar na Europa, a guerra ganhou contornos mundiais, com a entrada dos Estados Unidos da América, em 1941.
Pearl Harbor
Durante o início da segunda guerra mundial, existia na América uma corrente isolacionista, que se pretendia manter caso o conflito nunca atingisse solo americano. Porém, quando a França cai e a Inglaterra continua a lutar sozinha, o presidente Roosevelt mostra-se pronto a dar todo o auxílio possível em materiais de guerra (“lei de empréstimo e arrendamento”).
Os EUA assistiram ao avanço do Japão na China. Por consequência, a pressão de Washington sobre Tóquio acentuou-se sensivelmente.
Por sua vez, a diplomacia japonesa planeava uma astuciosa manobra, quando iniciou em Washington negociações que se diziam destinadas a resolver pacificamente os diferendos entre os americanos e os nipónicos. O Japão esperava apenas ganhar tempo para lançar um ataque surpresa ao Estado americano.
A 7 de Dezembro de 1941, a meio das conversações, a aviação e a frota japonesa atacaram a base naval americana de Pearl Harbor, destruindo grande parte do potencial aeronaval dos Estados Unidos.
Um dia depois, o Presidente americano Roosevelt dirigiu-se ao Congresso e solicitou a Declaração de Guerra ao Japão:
“ Ontem, 7 de Dezembro de 1941, uma data que viverá na infâmia, os Estados Unidos da América foram surpreendidos e deliberadamente atacados pelas forças navais e aéreas do Império do Japão.
Os Estados Unidos estavam em paz com essa nação e, a pedido o Japão, estava-se ainda em conversações com o seu Governo e o seu Imperador, procurando manter a paz no Pacífico. (…)
É de registar que, dada a distância do Havai ao Japão, parece óbvio o ataque ter sido deliberadamente planeado (…)
Como Comandante-Chefe do Exército e Marinha, ordenei que sejam tomadas todas as medidas para a nossa defesa. Iremos sempre recordar o carácter do ataque perpetrado contra nós. Não importa o quanto irá demorar para superar esta invasão premeditada, o povo norte-americano no seu justo poder vencerá até à vitória absoluta (…) “
A 11 de Dezembro de 1941, a Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados Unidos. O Congresso Norte-Americano responde imediatamente declarando guerra aos mesmos.
A expansão japonesa: Ásia e Oceânia
A expansão japonesa, através do Pacífico, Indico e Mar da China progrediu até 1942, altura em que os Estados Unidos começaram a impor a sua superioridade naval. As forças japonesas atacaram colónias inglesas, holandesas e americanas.
Depressa conquistam as Filipinas, a Malásia, Hong-Kong, Samatra, ocupam a Tailândia e uma grande parte da Birmânia. Ao mesmo tempo ameaçam a Índia e a Austrália. Infligem ainda várias derrotas navais aos aliados e conquistam algumas bases americanas no Pacífico (Guam e Wake).
O Japão encontra na sua posse todo o litoral chinês. O mar de China transforma-se num mar japonês.
A guerra na África
A guerra não atingiu apenas os continentes Europeu e Americano. No norte de África assistiu-se, também, a conflitos entre as forças do eixo e as forças aliadas, principalmente a partir de 1942.
Após uma série de ofensivas por parte das tropas italianas ao Egipto, com o objectivo de dominar o canal de Suez, e depois de atingir as reservas petrolíferas do Iraque, as tropas americanas e inglesas lançaram uma contra-ofensiva contra as tropas do eixo estacionadas em África.
Dada a superioridade aérea e naval dos aliados, as tropas do Eixo acabaram por se render, em Maio de 1943, finalizando a guerra na África.
O capítulo de Leningrado
Durante a Operação Barbarossa – ataque alemão à União Soviética- Leningrado foi cercado pelas tropas alemãs. Hitler e seu ministro da propaganda, Joseph Goebbels, estavam dispostos a dar um golpe decisivo no moral soviético capturando a "Cidade de Lênin" (significado literal do nome Leningrado). Durante 900 dias, entre novembro de 1941 e janeiro de 1944, os cidadãos de Leningrado foram submetidos a um cerco onde pereceram 1 milhão de civis e militares, a imensa maioria de frio, fome e doenças.
A Batalha de Estalinegrado
A batalha de Estalinegrado, que ocorreu entre Agosto de 1942 e Fevereiro de 1943, significou uma mudança na Segunda Guerra Mundial. Durante o Outono, as extremidades alemãs atingem Terek, no Cáucaso, e Estalinegrado. Uma vez mais Hitler dispôs mal as suas forças de combate. No principio do Inverno, o exército do Cáucaso bate em retirada. Mas Hitler proíbe qualquer recuo ao 6º exército, que chegara diante de Estalinegrado.
Cegamente, lança contra Estalinegrado as suas melhores tropas de choque. Bombardeamentos aéreos e terríveis barragens de artilharia arrasam quase por inteiro a cidade.
Nos meados do mês de Novembro, o general russo Grigori Jukov lança uma ofensiva com forças superiores em número. Os seus homens penetram na frente alemã a norte e a sul da cidade. O exército alemão acaba por sofrer a sua maior derrota desde o princípio da guerra.
A Batalha foi vencida pela União Soviética assistindo-se, assim, ao início da libertação da U.R.S.S.
O esmagamento da Itália
Em 1943, as forças aliadas vão explorar os seus triunfos por meio de novas ofensivas, levando a guerra a solo italiano.
A 10 de Julho de 1943 desembarcam na Sicília. A invasão e derrota da Sicília vão provocar a queda de Mussolini. (Nota: Mussolini entrega o poder ao governo, à representação nacional e ao rei e, no dia seguinte, é preso.)
Um novo governo, sob a direcção do general Pietro Badoglio, inicia negociações com os aliados.
A 13 de Outubro, a Itália declara guerra à Alemanha. Os aliados, por sua vez, já se encontram solidamente estabelecidos na Península Italiana.
Os Alemães tomam o poder em Itália e enviam as suas forças para a frente. As tropas alemãs resistem no centro do país até ao Verão de 1944. Os aliados entrarão em Roma apenas em Julho desse ano e só conseguirão romper a frente alemã da Itália em Abril de 1945.
Invasão da Normandia
Desde 1942, os soviéticos insistiam na necessidade de se abrir uma segunda frente na Europa ocidental. Essa segunda frente seria aberta dois anos depois, em 1944, com o desembarque de um corpo expedicionário aliado na Normandia. O dia 6 de Junho de 1944 ficou conhecido como o Dia D (D-Day).
Os portos da região foram dominados e, graças à superioridade aérea e naval dos aliados, e exército alemão teve de recuar. A frota aliada chega sem obstáculos às praias. Os chefes do exército alemão lançam todas as suas tropas disponíveis contra a frota aliada, mas as divisões americanas, inglesas e canadianas da primeira vaga conseguem avançar passo a passo, enquanto outras tropas atravessam a Mancha numa corrente contínua. Os americanos espalham-se para Normandia e pela Bretanha e avançam para Paris. A capital é libertada a 25 de Agosto de 1945.
No dia 15 de Agosto, os aliados realizaram um novo desembarque, desta vez no Sul da França. A Alemanha retrocedia e todas as frentes. O domínio alemão sobre a França tinha chegado ao fim.
Em Dezembro de 1944, Hitler ordenou uma contra-ofensiva na Bélgica, nas Ardenas. Apesar da surpresa e das dificuldades causadas pelo mau tempo, as forças aliadas rapidamente se recompuseram e liquidaram os ataques alemães. Nos primeiros dias de Setembro de 1944 os aliados já tinham libertado a maior parte da Bélgica e aproximavam-se das fronteiras alemãs.
Invasão da Alemanha
No princípio de Fevereiro de 1945, os aliados ocidentais penetram em solo alemão.
A norte, Montgomery avança sobre os grandes portos de Brema, Hamburgo e Lubeque. No centro, os Americanos avança sobre Magdeburgo. A 25 de Abril, perto de Torgau, reúnem-se aos elementos russos. A sul, as divisões blindadas de Patton (general americano) avançam a toda a velocidade sobre a cidade de Nuremberga e Munique e atravessam a fronteira checoslovaca.
Ofensiva Final sobre Berlim
A Alemanha foi esmagada definitivamente na sequência da operação de Berlim. Esta operação foi preparada com especiais cuidados e possuía formidável material militar.
Durante o Inverno de 1944, os russos preparam uma ofensiva sobre a capital do Reich. Em 16 de Abril de 1945, o exército Vermelho, sob o comando do General Zucov dá a salva inicial que culminará com a rendição de Berlim.
As tropas alemãs, apanhadas no cerco, não tinham saída mas mesmo assim não depunha as armas.
Antes do seu suicídio, Hitler nomeia como sucessor o Almirante Karl Doenitz. A 3 de Maio, Doenitz envia parlamentares ao quartel-general de Montgomery em Luneburgo. Dois dias depois as tropas alemãs no Noroeste, da Dinamarca e da Holanda capitulam.
A 7 de Maio, os alemães assinam, em Reims, a capitulação incondicional em todas as frentes.
Na noite de 8 para 9 de Maio, os representantes do Grande Quartel-general alemão assinaram, em Berlim, a acta de capitulação sem condições da Alemanha.
Curiosidade: Desde Janeiro que Hitler se refugiou num abrigo subterrâneo, um enorme bunker de betão, encontrando-se em plena desagregação psicológica.
A 30 de Abril de 1945 dispara uma bala na boca.
A reconquista do pacífico
As hostilidades continuavam no Extremo Oriente. Os americanos dão início a uma contra ofensiva a Maio de 1942 e acaba com a rendição do Japão, em Setembro de 1945. No verão de 1942, as tropas americanas desembarcaram em Guadalcanal. De ano para ano, os americanos saltaram de ilha para ilha através do Pacífico.
A Batalha do mar dos Corais põe fim à ofensiva japonesa no Pacífico Sul. Em Junho trava-se a primeira grande batalha naval em Midway, onde os nipónicos perdem 4 porta-aviões proporcionando o desembarque dos americanos em Guadalcanal. O ano de 1943 dá início à maciça ofensiva americana sob comando do General Douglas Mac Arthur, que ocupa pequenas ilhas do pacífico sul-ocidental afastando os japoneses da região.
A 19 de Fevereiro de 1945, os americanos desembarcam pela primeira vez em território japonês, travando a batalha pela posse da ilha de Iwojima e logo depois a de Okinawa.
A superioridade técnica dos aviões japoneses teve pouca efectividade contra os aviões americanos. Jovens pilotos japoneses, por desespero, transformaram-se em kamikazes, isto é, pilotos suicidas que, após equiparem os aviões com bombas, se lançavam directamente contra embarcações inimigas.
Bombas atómicas
A 6 de Agosto de 1945, um avião americano lançou o mais poderoso e destruidor artefacto de guerra, a bomba atómica, sobre a cidade de Hiroshima, matando milhares de pessoas. A 9 de Agosto é a cidade de Nagasaki que sofre um atentado com a bomba atómica.
A capitulação do Japão
No dia seguinte, o governo de Tóquio declara-se pronto a render-se, com a única condição de o imperador continuar a ser o soberano do país. Por sua vez a União Soviética declara guerra ao Japão a 8 de Agosto.
A 14 de Agosto, o armistício entra em vigor e a 2 de Setembro Douglas MacArthur, a bordo do couraçado Missuri, ancorado na baía de T óquio, recebe a capitulação do Império Japonês.
A segunda guerra mundial chega ao fim.
A guerra do Pacífico possui características próprias. Ao contrário da guerra na Europa, baseada em operações de blindados e massas de tropas, a guerra contra o Japão envolveu principalmente unidades navais.
Ana Ribeiro nº52214
Daniela Camacho nº52248
Depois dos conflitos armados que tiveram lugar na Europa, a guerra ganhou contornos mundiais, com a entrada dos Estados Unidos da América, em 1941.
Pearl Harbor
Durante o início da segunda guerra mundial, existia na América uma corrente isolacionista, que se pretendia manter caso o conflito nunca atingisse solo americano. Porém, quando a França cai e a Inglaterra continua a lutar sozinha, o presidente Roosevelt mostra-se pronto a dar todo o auxílio possível em materiais de guerra (“lei de empréstimo e arrendamento”).
Os EUA assistiram ao avanço do Japão na China. Por consequência, a pressão de Washington sobre Tóquio acentuou-se sensivelmente.
Por sua vez, a diplomacia japonesa planeava uma astuciosa manobra, quando iniciou em Washington negociações que se diziam destinadas a resolver pacificamente os diferendos entre os americanos e os nipónicos. O Japão esperava apenas ganhar tempo para lançar um ataque surpresa ao Estado americano.
A 7 de Dezembro de 1941, a meio das conversações, a aviação e a frota japonesa atacaram a base naval americana de Pearl Harbor, destruindo grande parte do potencial aeronaval dos Estados Unidos.
Um dia depois, o Presidente americano Roosevelt dirigiu-se ao Congresso e solicitou a Declaração de Guerra ao Japão:
“ Ontem, 7 de Dezembro de 1941, uma data que viverá na infâmia, os Estados Unidos da América foram surpreendidos e deliberadamente atacados pelas forças navais e aéreas do Império do Japão.
Os Estados Unidos estavam em paz com essa nação e, a pedido o Japão, estava-se ainda em conversações com o seu Governo e o seu Imperador, procurando manter a paz no Pacífico. (…)
É de registar que, dada a distância do Havai ao Japão, parece óbvio o ataque ter sido deliberadamente planeado (…)
Como Comandante-Chefe do Exército e Marinha, ordenei que sejam tomadas todas as medidas para a nossa defesa. Iremos sempre recordar o carácter do ataque perpetrado contra nós. Não importa o quanto irá demorar para superar esta invasão premeditada, o povo norte-americano no seu justo poder vencerá até à vitória absoluta (…) “
A 11 de Dezembro de 1941, a Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados Unidos. O Congresso Norte-Americano responde imediatamente declarando guerra aos mesmos.
A expansão japonesa: Ásia e Oceânia
A expansão japonesa, através do Pacífico, Indico e Mar da China progrediu até 1942, altura em que os Estados Unidos começaram a impor a sua superioridade naval. As forças japonesas atacaram colónias inglesas, holandesas e americanas.
Depressa conquistam as Filipinas, a Malásia, Hong-Kong, Samatra, ocupam a Tailândia e uma grande parte da Birmânia. Ao mesmo tempo ameaçam a Índia e a Austrália. Infligem ainda várias derrotas navais aos aliados e conquistam algumas bases americanas no Pacífico (Guam e Wake).
O Japão encontra na sua posse todo o litoral chinês. O mar de China transforma-se num mar japonês.
A guerra na África
A guerra não atingiu apenas os continentes Europeu e Americano. No norte de África assistiu-se, também, a conflitos entre as forças do eixo e as forças aliadas, principalmente a partir de 1942.
Após uma série de ofensivas por parte das tropas italianas ao Egipto, com o objectivo de dominar o canal de Suez, e depois de atingir as reservas petrolíferas do Iraque, as tropas americanas e inglesas lançaram uma contra-ofensiva contra as tropas do eixo estacionadas em África.
Dada a superioridade aérea e naval dos aliados, as tropas do Eixo acabaram por se render, em Maio de 1943, finalizando a guerra na África.
O capítulo de Leningrado
Durante a Operação Barbarossa – ataque alemão à União Soviética- Leningrado foi cercado pelas tropas alemãs. Hitler e seu ministro da propaganda, Joseph Goebbels, estavam dispostos a dar um golpe decisivo no moral soviético capturando a "Cidade de Lênin" (significado literal do nome Leningrado). Durante 900 dias, entre novembro de 1941 e janeiro de 1944, os cidadãos de Leningrado foram submetidos a um cerco onde pereceram 1 milhão de civis e militares, a imensa maioria de frio, fome e doenças.
A Batalha de Estalinegrado
A batalha de Estalinegrado, que ocorreu entre Agosto de 1942 e Fevereiro de 1943, significou uma mudança na Segunda Guerra Mundial. Durante o Outono, as extremidades alemãs atingem Terek, no Cáucaso, e Estalinegrado. Uma vez mais Hitler dispôs mal as suas forças de combate. No principio do Inverno, o exército do Cáucaso bate em retirada. Mas Hitler proíbe qualquer recuo ao 6º exército, que chegara diante de Estalinegrado.
Cegamente, lança contra Estalinegrado as suas melhores tropas de choque. Bombardeamentos aéreos e terríveis barragens de artilharia arrasam quase por inteiro a cidade.
Nos meados do mês de Novembro, o general russo Grigori Jukov lança uma ofensiva com forças superiores em número. Os seus homens penetram na frente alemã a norte e a sul da cidade. O exército alemão acaba por sofrer a sua maior derrota desde o princípio da guerra.
A Batalha foi vencida pela União Soviética assistindo-se, assim, ao início da libertação da U.R.S.S.
O esmagamento da Itália
Em 1943, as forças aliadas vão explorar os seus triunfos por meio de novas ofensivas, levando a guerra a solo italiano.
A 10 de Julho de 1943 desembarcam na Sicília. A invasão e derrota da Sicília vão provocar a queda de Mussolini. (Nota: Mussolini entrega o poder ao governo, à representação nacional e ao rei e, no dia seguinte, é preso.)
Um novo governo, sob a direcção do general Pietro Badoglio, inicia negociações com os aliados.
A 13 de Outubro, a Itália declara guerra à Alemanha. Os aliados, por sua vez, já se encontram solidamente estabelecidos na Península Italiana.
Os Alemães tomam o poder em Itália e enviam as suas forças para a frente. As tropas alemãs resistem no centro do país até ao Verão de 1944. Os aliados entrarão em Roma apenas em Julho desse ano e só conseguirão romper a frente alemã da Itália em Abril de 1945.
Invasão da Normandia
Desde 1942, os soviéticos insistiam na necessidade de se abrir uma segunda frente na Europa ocidental. Essa segunda frente seria aberta dois anos depois, em 1944, com o desembarque de um corpo expedicionário aliado na Normandia. O dia 6 de Junho de 1944 ficou conhecido como o Dia D (D-Day).
Os portos da região foram dominados e, graças à superioridade aérea e naval dos aliados, e exército alemão teve de recuar. A frota aliada chega sem obstáculos às praias. Os chefes do exército alemão lançam todas as suas tropas disponíveis contra a frota aliada, mas as divisões americanas, inglesas e canadianas da primeira vaga conseguem avançar passo a passo, enquanto outras tropas atravessam a Mancha numa corrente contínua. Os americanos espalham-se para Normandia e pela Bretanha e avançam para Paris. A capital é libertada a 25 de Agosto de 1945.
No dia 15 de Agosto, os aliados realizaram um novo desembarque, desta vez no Sul da França. A Alemanha retrocedia e todas as frentes. O domínio alemão sobre a França tinha chegado ao fim.
Em Dezembro de 1944, Hitler ordenou uma contra-ofensiva na Bélgica, nas Ardenas. Apesar da surpresa e das dificuldades causadas pelo mau tempo, as forças aliadas rapidamente se recompuseram e liquidaram os ataques alemães. Nos primeiros dias de Setembro de 1944 os aliados já tinham libertado a maior parte da Bélgica e aproximavam-se das fronteiras alemãs.
Invasão da Alemanha
No princípio de Fevereiro de 1945, os aliados ocidentais penetram em solo alemão.
A norte, Montgomery avança sobre os grandes portos de Brema, Hamburgo e Lubeque. No centro, os Americanos avança sobre Magdeburgo. A 25 de Abril, perto de Torgau, reúnem-se aos elementos russos. A sul, as divisões blindadas de Patton (general americano) avançam a toda a velocidade sobre a cidade de Nuremberga e Munique e atravessam a fronteira checoslovaca.
Ofensiva Final sobre Berlim
A Alemanha foi esmagada definitivamente na sequência da operação de Berlim. Esta operação foi preparada com especiais cuidados e possuía formidável material militar.
Durante o Inverno de 1944, os russos preparam uma ofensiva sobre a capital do Reich. Em 16 de Abril de 1945, o exército Vermelho, sob o comando do General Zucov dá a salva inicial que culminará com a rendição de Berlim.
As tropas alemãs, apanhadas no cerco, não tinham saída mas mesmo assim não depunha as armas.
Antes do seu suicídio, Hitler nomeia como sucessor o Almirante Karl Doenitz. A 3 de Maio, Doenitz envia parlamentares ao quartel-general de Montgomery em Luneburgo. Dois dias depois as tropas alemãs no Noroeste, da Dinamarca e da Holanda capitulam.
A 7 de Maio, os alemães assinam, em Reims, a capitulação incondicional em todas as frentes.
Na noite de 8 para 9 de Maio, os representantes do Grande Quartel-general alemão assinaram, em Berlim, a acta de capitulação sem condições da Alemanha.
Curiosidade: Desde Janeiro que Hitler se refugiou num abrigo subterrâneo, um enorme bunker de betão, encontrando-se em plena desagregação psicológica.
A 30 de Abril de 1945 dispara uma bala na boca.
A reconquista do pacífico
As hostilidades continuavam no Extremo Oriente. Os americanos dão início a uma contra ofensiva a Maio de 1942 e acaba com a rendição do Japão, em Setembro de 1945. No verão de 1942, as tropas americanas desembarcaram em Guadalcanal. De ano para ano, os americanos saltaram de ilha para ilha através do Pacífico.
A Batalha do mar dos Corais põe fim à ofensiva japonesa no Pacífico Sul. Em Junho trava-se a primeira grande batalha naval em Midway, onde os nipónicos perdem 4 porta-aviões proporcionando o desembarque dos americanos em Guadalcanal. O ano de 1943 dá início à maciça ofensiva americana sob comando do General Douglas Mac Arthur, que ocupa pequenas ilhas do pacífico sul-ocidental afastando os japoneses da região.
A 19 de Fevereiro de 1945, os americanos desembarcam pela primeira vez em território japonês, travando a batalha pela posse da ilha de Iwojima e logo depois a de Okinawa.
A superioridade técnica dos aviões japoneses teve pouca efectividade contra os aviões americanos. Jovens pilotos japoneses, por desespero, transformaram-se em kamikazes, isto é, pilotos suicidas que, após equiparem os aviões com bombas, se lançavam directamente contra embarcações inimigas.
Bombas atómicas
A 6 de Agosto de 1945, um avião americano lançou o mais poderoso e destruidor artefacto de guerra, a bomba atómica, sobre a cidade de Hiroshima, matando milhares de pessoas. A 9 de Agosto é a cidade de Nagasaki que sofre um atentado com a bomba atómica.
A capitulação do Japão
No dia seguinte, o governo de Tóquio declara-se pronto a render-se, com a única condição de o imperador continuar a ser o soberano do país. Por sua vez a União Soviética declara guerra ao Japão a 8 de Agosto.
A 14 de Agosto, o armistício entra em vigor e a 2 de Setembro Douglas MacArthur, a bordo do couraçado Missuri, ancorado na baía de T óquio, recebe a capitulação do Império Japonês.
A segunda guerra mundial chega ao fim.
A guerra do Pacífico possui características próprias. Ao contrário da guerra na Europa, baseada em operações de blindados e massas de tropas, a guerra contra o Japão envolveu principalmente unidades navais.
Ana Ribeiro nº52214
Daniela Camacho nº52248
A Evolução da Guerra Fria: Períodos de Tensão. A Crise dos Mísseis de Cuba
A crise dos mísseis de Cuba foi um confronto, durante a Guerra-Fria, entre os Estados Unidos da América, a União Soviética e a Cuba comunista. Foi, juntamente com o Bloqueio de Berlim, o maior conflito deste período e o momento em que estivemos mais perto de uma guerra nuclear.
Em 1962, a coexistência pacífica defendida por Eisenhower e Nikita Krushchev (Entre 1953 e 1958) deu lugar a uma crescente tensão entre as duas superpotências: Fidel Castro criou e governou o primeiro regime comunista do hemisfério ocidental; um avião U-2 foi abatido enquanto espiava território soviético (Maio de 1960) e movimentos comunistas estavam a ser combatidos no sudeste asiático.
Em Janeiro de 1961, J. F. Kennedy foi nomeado Presidente dos EUA, e disse, no seu discurso inaugural, que apesar de procurar a paz coma União Soviética, não iria tolerar nenhuma agressão da sua parte. Assim, começou uma guerra proxy em Angola, o programa Apollo reiniciou a sua “corrida” tecnológica, foi erguido o Muro de Berlim e os soviéticos fizeram detonar a arma termonuclear mais poderosa até então; e o “bluff” da “Tsar Bomba”.
Em 1962, as tentativas de paz no Vietname e na Indochina falharam.
Iniciou-se, assim, uma grande crise. A orientação política do governo de Castro era a maior preocupação da administração Kennedy; Havana temia intervenção militar americana, que em Abril de 1961 foi muito mal tentada com exilados Cubanos treinados pela CIA na Baía dos Porcos. Isto agravou as relações de Castro com os EUA, imediatamente a seguir, declarou Cuba como uma República Socialista e, assim, aproximou-se mais da URSS e obteve dela ajuda económica e militar. Apesar de temerem a adopção do comunismo ou socialismo de qualquer país, para os Americanos, na América Latina era estrategicamente inaceitável.
Portanto, continuaram a usar a Organização dos Estados Unidos (Activa desde 1951) e o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) ou Tratado do Rio (1947) como uma arma contra o comunismo nas Américas, e começou a Aliança para o Progresso dos EUA à América Latina, para controlar o avanço comunista em Agosto de 1961, lançaram uma operação militar secreta contra Cuba no final de 1961 e um embargo económico em Fevereiro de 1962.
Nesta altura, os EUA tinham oito vezes mais bombas e ogivas do que a URSS. No ano anterior ao início da Crise Soviética, Nikita krushchev estava em posição de instalar mísseis nucleares capazes de alcançar a maior parte das grandes cidades Norte-americanas depois do “bluff” da “Tsar bomba”.
Em 1960, durante a campanha presidencial, Kennedy e Lyndon B. Johnson foram informados, que a diferença na capacidade nuclear entre os EUA e a URSS era mais pequena do que Kennedy tinha afirmado durante a sua campanha. A proximidade de Cuba iria reduzir, drasticamente, o tempo de aviso de lançamento dos mísseis e a desvantagem militar da União Soviética.
A instalação destes mísseis em Cuba foi consequência directa da instalação de mísseis na Turquia pelos Americanos e Krushchev expressou, publicamente, o seu descontentamento.
O ambiente político-militar e o receio da invasão Americana de Cuba, levou Krushchev a fornecer à ilha mísseis de defesa costeira em Abril de 1962.
Em Maio de 1962, decidiu instalar mísseis nucleares controlados pelos soviéticos.
No final de Julho, mais de sessenta navios soviéticos chegaram a Cuba com material militar.
O director da CIA (John McCone) avisou o Presidente de que alguns navios estavam armados com mísseis enquanto outros mísseis eram instalados em Cuba. O Presidente convenceu-se de que os soviéticos não fariam isso, pois eles já tinham, anteriormente, negado a existência e a instalação de mísseis em Cuba e comunicado o seu desinteresse em causar um conflito internacional durante as eleições Americanas.
Um voo de reconhecimento fotografou a construção de uma nova série de Sítios para Mísseis Aéreos (SAM), mas no fim de 4 de Setembro de 1962 Kennedy contava ao Congresso que não haviam mísseis ofensivos em Cuba.
Em 11 de Setembro, os soviéticos afirmaram que não tinham necessidade de instalar mísseis fora do solo soviético, e Krushchev comunicou pessoalmente a Kennedy que nenhuma arma ofensiva seria colocada em território Cubano.
Em 8 de Outubro, o Presidente Cubano Osvaldo Dorticós disse, na Assembleia Geral das Nações Unidas, que caso fossem atacados se defenderiam e que tinham ao seu dispor todos os meios necessários para o fazer, apesar de não os querer usar.
Os mísseis só foram descobertos a 14 de Outubro, através de aviões espiões, no Oeste de Cuba.
Os EUA não tinham nenhum plano para lidar com a ameaça devido à crença de que os Soviéticos não iriam instalar mísseis na ilha. O EXCOMM [Comité Executivo do Conselho de Segurança Nacional] discutiu três possibilidades de acção: ataque aéreo sobre os mísseis, invasão militar ou bloqueio naval de Cuba (uma quarentena mais restritiva). O Estado Maior Conjunto concordou sobre a invasão completa como a solução, concordando que a União Soviética não agiria contra isso. Kennedy respondeu: ' Eles, não mais que nós, podem deixar estas coisas passar sem fazer algo ', e admitiu que eles simplesmente não poderiam tirar os mísseis de Cuba depois das suas afirmações anteriores. E se eles não tomassem acção em Cuba, tomariam em Berlim, como atacar por ar faria os Soviéticos presumir uma 'linha clara' para conquistar Berlim. O Secretário da Defesa Robert McNamara apoiou o bloqueio naval como a mais forte acção militar contida. Mas, pela lei internacional, um bloqueio é um acto de guerra, mas a administração sentia que um mero bloqueio não faria a União Soviética atacar. Outro voo espião descobriu bombardeiros e mísseis cruzeiro na costa Norte de Cuba, e Kennedy autoriza o bloqueio à Ilha.
Em 22 de Outubro, atingiu-se o clímax da Crise: aviões de reconhecimento revelaram fotos da construção de plataformas de lançamento de mísseis em Cuba.
No seu primeiro discurso durante a Crise, Kennedy anunciou a descoberta dos mísseis e que iria considerar o lançamento desses mísseis nucleares a qualquer nação ocidental como um ataque aos próprios EUA, retaliando sobre a URSS; Uma hora mais tarde, o diplomata George Ball comunicou aos embaixadores americanos à Turquia e NATO que retiraria os mísseis da Turquia pela retirada dos de Cuba.
(Não se sabe se iriam cumprir isso ou se era apenas uma experiência à reacção da Opinião Pública).
Krushchev comunicou, por telegrama, que iriam ignorar as exigências americanas e o bloqueio. Nessa noite, o nível de alerta subiu para DEFCON 2 (Pela primeira vez na História). Missões militares e de espionagem foram efectuadas durante essa noite e o dia seguinte. A 23 de Outubro Kennedy assina a Proclamação para a Interdição da Entrega de Armas Ofensivas a Cuba.
Quando se revelou que a montagem dos mísseis continuava sem abrandar, Kennedy respondeu com o Memorando de Segurança 199 (autorizando o carregamento de armas nucleares em veículos aéreos, com o dever de fazer os primeiros embates sobre a União Soviética).Ele acreditava que só uma invasão poderia retirar os mísseis de Cuba, mas foi persuadido a esperar mais um pouco e a continuar a pressionar Cuba e a URSS diplomática e militarmente. A União Soviética não mostrou sinais de recuar e os EUA planearam uma invasão a Cuba e um ataque nuclear à URSS, caso eles retaliassem.
Um espião soviético (Aleksandr Fomin) apresentou uma proposta para a negociação da retirada, sob a supervisão da ONU, dos mísseis de Cuba (com a promessa de Castro de não aceitar mais armas), pela promessa da não invasão a ilha.
Os EUA declararam, através do governo Brasileiro que, se retirassem os mísseis, não invadiriam.
Mais tarde, Krushchev repetiu numa carta o plano de Fomin, oficializando a proposta.
Castro ainda estava convencido de uma futura invasão americana, e, numa carta a Krushchev (Em 26 de Outubro) pediu um ataque preemptivo ao solo americano e para que todas as armas anti-aéreas no território cubano disparassem contra os aviões americanos.
Em 27 de Outubro um relatório da CIA mostrou que haviam cinco plataformas de lançamento de mísseis completamente operacionais e que os militares cubanos estavam preparados para agir. Às 9 da manhã a Rádio Moscovo transmitiu uma mensagem de Krushchev que oferecia uma troca dos mísseis soviéticos pelos Jupiters na Turquia. Por volta das12h do dia 27 de Outubro, um avião U-2 foi abatido devido à decisão pessoal de um comandante local soviético, uma acção mais tarde repetida com outros aviões. Isto contribuiu para o aumento da tensão nas negociações.
Às 16h, kennedy ordenou que comunicassem ao Secretário Geral das Nações Unidas U Thant para que pedisse aos russos para pararem o trabalho nos mísseis até ao final das negociações.
Kennedy sugeriu aceitar a proposta de Krushchev (enquanto o Procurador Geral, o seu irmão Robert, descobria se a troca fazia parte das intenções dos Soviéticos, falando com o embaixador Soviético). Lentamente Kennedy havia sido convencido por um novo plano: ignorar a proposta de remover ambos os mísseis pela velha de remover os mísseis pelo respeito da integridade cubana, apesar de Kennedy hesitar sobre se Krushchev quereria recuar tanto nas negociações (o que o punha numa situação pior), e enviou uma carta a Krushchev neste sentido, seguida por uma mensagem ao embaixador Soviético de que acção militar iria ocorrer se os mísseis em Cuba não fossem removidos na condição da proposta anterior. Dean Rusk acrescentou um aviso (apoiado pelo presidente) que um acordo futuro não envolveria referências à Turquia (subentendendo-se a sua remoção voluntária depois da crise).
O exército americano estava preparado para agir a qualquer momento. Às 20:15, a carta de Kennedy foi, simultaneamente, enviada à imprensa e à U.R.S.S.. Havia fracas expectativas de aceitação da oferta. O EXCOMM preparou a escolha de um novo governo Cubano, e avisou os seus aliados da NATO sobre a inevitabilidade de um ataque soviético à Europa. Às 6:00 de 28 de Outubro, os mísseis estavam preparados para o lançamento.
A 28 de Outubro, Kennedy e U Thant concordaram que Cuba não era uma ameaça. Kennedy concordou em remover os mísseis da Turquia depois da remoção dos mísseis em Cuba. Às 9 da manhã Krushchev afirmou pela rádio que iriam desmantelar os mísseis e os lançadores de mísseis “que [os Americanos] consideravam ‘ofensivos’” e devolvê-los à União Soviética. Kennedy viu a carta como “uma importante e construtiva contribuição à paz” tal como a sua própria carta de 27 de Outubro. Como a remoção dos Jupiters só foi feita pública depois da crise, pareceu que Kennedy ganhara o jogo sem concessões, o que feriu a reputação de Krushchev mundial e internamente. O Pacto Diplomático Kennedy-Krushchev levou à criação do telefone vermelho Moscovo-Washington (que ajudaria em crises futuras). As super potências gastaram tanta atenção na crise que outros países viram isto como um tempo de impunidade para agir sem qualquer retaliação destas, como a invasão Chinesa da Índia prova. Depois do assassínio de Kennedy, o seu sucessor Lyndon B. Johnson seguiu a sua doutrina de coexistência pacífica, anunciando planos para reduzir a produção de armas nucleares simultaneamente com Krushchev em Abril 1964. Isto não iria prevenir o envolvimento directo dos Americanos na Guerra do Vietname, e o aumentar da tensão quando Leonid Brezhnev substituiu Krushchev: guerras proxy umas atrás de outras, os Americanos invadem a República Dominicana (social democrata) para prevenir outra Cuba, e a presença militar americana no Vietname do Sul aumentou.
Se analisarmos a crise na base dos líderes envolvidos: Kennedy, Krushchev, os seus gabinetes e os governos dos mais importantes terceiros participantes: a Turquia e Cuba. Kennedy parecia muito interessado na coexistência pacífica com a Rússia Soviética, mas não em capitular para com ela, e em permitir alguma agressão soviética ou alinhada com os Soviéticos ao seu país ou aliados. Krushchev, que teve uma tendência muito pacífica e bastante liberal em relação ao outro bloco e outras tendências ideológicas durante o início da coexistência com Eisenhower, mas em breve traçou a linha de quanto iria permitir, primeiro dentro do seu bloco (a destruição da breve democracia húngara), depois no mundo (apoio o Egipto socialista Árabe durante a crise do Suez) mas não directamente contra os interesses Americanos, e no início dos anos 60 directamente contra o interesse do bloco rival. Mas depois de alguns choques no início do mandato de Kennedy's (que agia duma maneira mais ofensiva-defensiva do que gostaria devido à agressividade russa recente nas relações internacionais), e durante e depois da crise a sua política tornou-se mais pacífica e preocupada com uma eventual destruição nuclear. Podemos dizer que ambos tomaram todas as medidas para evitar o conflito apesar de pressão de ambos os gabinetes, e usaram a oportunidade para criar um mundo mais pacífico no meio do medo da Guerra-fria; apesar das muitas mudanças de ofertas e contra-ofertas de ambos os líderes provam que apesar de quererem a paz fizeram necessariamente qualquer esforço para acabarem a crise por cima. Tem sido sugerido que Krushchev colocou os mísseis em Cuba principalmente como maneira de provocar a crise e daí um tratado com os EUA que asseguraria o direito a existir da Cuba Comunista. Os militares Americanos consideraram a resposta pacífica à crise como "a maior derrota da nossa história" (General LeMay para o presidente Kennedy), e uma invasão deveria ser imediata, e como isto não aconteceu a resposta à expansão do comunismo foi deslocada para o Vietname. O Politburo (Gabinete Político dos Soviéticos) viram os mísseis na Turquia, se possível, como algo pior de que os Americanos viam os mísseis em Cuba, devido ao espírito muito defensivo do povo Russo, além de que a sua abordagem muito militarista à relações internacionais fazia-os não se preocuparem tanto com a perspectiva de guerra, se ela pudesse representar um aumento da sua esfera de influência, melhorando o poder russo nas relações internacionais ou mesmo eliminar o seu grande rival. Como tal eles viram a negociação de Krushchev como um "falhanço", uma prova de fraqueza e falta de inteligência para negociar crises (o facto da remoção dos mísseis da Turquia só ter sido conhecida depois ajudou a esta impressão, tal como o facto da permissão original de Krushchev para responder militarmente a uma invasão de Cuba ter sido retirada mesmo sobre condições extremas). Assim Leonid Brezhnev e os outros rivais políticos de Krushchev ajudaram à sua queda visto que a sua abordagem em relação aos Americanos foi taxada demasiado fraca. Os Cubanos, de acordo com o conselheiro de Kennedy Arthur Schlesinger, viram os mísseis forçados sobre eles por Krushchev como "solidariedade socialista"; assim quando foram removidos Castro estava mais zangado com Krushchev que os seus rivais, também porque não havia sido consultado sobre a sua remoção. O governo turco, tendo uma fronteira terrestre com os Russos e assim muito mais próximo da USSR que Cuba da América, sendo membro da NATO e quartel-general de muitas base americanas, considerava os mísseis Jupiter uma absoluta necessidade para manter a sua segurança e mesmo a sua existência, daí a sua oposição à remoção deles.
A possibilidade de uma nova Guerra-fria e uma nova crise dos mísseis é discutida nos midia. A retórica de Vladimir Putin não aprova o monopólio com “hiper uso da força” americano das relações internacionais. Mas a entrada da maioria da CEI (Comunidade de Estados Independentes) na União Europeia ou na NATO fez com que começa-se a apoiar os pró-russos e separatistas, boicotar produtos e redes virtuais e opor-se à destruição de legado russo/soviético nesses países, não removendo as suas tropas e equipamento militar da Moldávia e Geórgia como se comprometeu em 1999. O historiador Max Hastings vê uma nova Guerra-fria como pouco provável, mas “amizade Ocidental” com uma Rússia que parece estar a criar um bloco ao estilo da Guerra-fria (através da CEI e da Cimeira do Cáspio) “é letra morta”. O temor da nova guerra fria cresceu com a oposição de Putin à colocação do escudo de mísseis Americano Europeu na Polónia e na República Checa, propondo o uso dos radares no Azerbeijão e a colocação dos mísseis em outros membros da NATO ou no Iraque. Mas Putin diz-se por um mundo democrático multipolar, e atribui o militarismo de um Estado-Nação russo “como uma potência do século XIX” à agressividade americana. Acções modernas russas não têm a haver com a Guerra-Fria (não tem uma ideologia a sustenta-la) ou dominação mundial mas antes com a vingança de um Rússia com o orgulho ferido, expansiva de um tipo defensivo tipicamente russo, anexando territórios para defensa nacional após a “grande tragédia geopolítica” (nas palavras de Putin) do período Yeltsin.
Ricardo Mendes, Nº 52216
Vitor Monteiro, Nº 52258
Em 1962, a coexistência pacífica defendida por Eisenhower e Nikita Krushchev (Entre 1953 e 1958) deu lugar a uma crescente tensão entre as duas superpotências: Fidel Castro criou e governou o primeiro regime comunista do hemisfério ocidental; um avião U-2 foi abatido enquanto espiava território soviético (Maio de 1960) e movimentos comunistas estavam a ser combatidos no sudeste asiático.
Em Janeiro de 1961, J. F. Kennedy foi nomeado Presidente dos EUA, e disse, no seu discurso inaugural, que apesar de procurar a paz coma União Soviética, não iria tolerar nenhuma agressão da sua parte. Assim, começou uma guerra proxy em Angola, o programa Apollo reiniciou a sua “corrida” tecnológica, foi erguido o Muro de Berlim e os soviéticos fizeram detonar a arma termonuclear mais poderosa até então; e o “bluff” da “Tsar Bomba”.
Em 1962, as tentativas de paz no Vietname e na Indochina falharam.
Iniciou-se, assim, uma grande crise. A orientação política do governo de Castro era a maior preocupação da administração Kennedy; Havana temia intervenção militar americana, que em Abril de 1961 foi muito mal tentada com exilados Cubanos treinados pela CIA na Baía dos Porcos. Isto agravou as relações de Castro com os EUA, imediatamente a seguir, declarou Cuba como uma República Socialista e, assim, aproximou-se mais da URSS e obteve dela ajuda económica e militar. Apesar de temerem a adopção do comunismo ou socialismo de qualquer país, para os Americanos, na América Latina era estrategicamente inaceitável.
Portanto, continuaram a usar a Organização dos Estados Unidos (Activa desde 1951) e o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) ou Tratado do Rio (1947) como uma arma contra o comunismo nas Américas, e começou a Aliança para o Progresso dos EUA à América Latina, para controlar o avanço comunista em Agosto de 1961, lançaram uma operação militar secreta contra Cuba no final de 1961 e um embargo económico em Fevereiro de 1962.
Nesta altura, os EUA tinham oito vezes mais bombas e ogivas do que a URSS. No ano anterior ao início da Crise Soviética, Nikita krushchev estava em posição de instalar mísseis nucleares capazes de alcançar a maior parte das grandes cidades Norte-americanas depois do “bluff” da “Tsar bomba”.
Em 1960, durante a campanha presidencial, Kennedy e Lyndon B. Johnson foram informados, que a diferença na capacidade nuclear entre os EUA e a URSS era mais pequena do que Kennedy tinha afirmado durante a sua campanha. A proximidade de Cuba iria reduzir, drasticamente, o tempo de aviso de lançamento dos mísseis e a desvantagem militar da União Soviética.
A instalação destes mísseis em Cuba foi consequência directa da instalação de mísseis na Turquia pelos Americanos e Krushchev expressou, publicamente, o seu descontentamento.
O ambiente político-militar e o receio da invasão Americana de Cuba, levou Krushchev a fornecer à ilha mísseis de defesa costeira em Abril de 1962.
Em Maio de 1962, decidiu instalar mísseis nucleares controlados pelos soviéticos.
No final de Julho, mais de sessenta navios soviéticos chegaram a Cuba com material militar.
O director da CIA (John McCone) avisou o Presidente de que alguns navios estavam armados com mísseis enquanto outros mísseis eram instalados em Cuba. O Presidente convenceu-se de que os soviéticos não fariam isso, pois eles já tinham, anteriormente, negado a existência e a instalação de mísseis em Cuba e comunicado o seu desinteresse em causar um conflito internacional durante as eleições Americanas.
Um voo de reconhecimento fotografou a construção de uma nova série de Sítios para Mísseis Aéreos (SAM), mas no fim de 4 de Setembro de 1962 Kennedy contava ao Congresso que não haviam mísseis ofensivos em Cuba.
Em 11 de Setembro, os soviéticos afirmaram que não tinham necessidade de instalar mísseis fora do solo soviético, e Krushchev comunicou pessoalmente a Kennedy que nenhuma arma ofensiva seria colocada em território Cubano.
Em 8 de Outubro, o Presidente Cubano Osvaldo Dorticós disse, na Assembleia Geral das Nações Unidas, que caso fossem atacados se defenderiam e que tinham ao seu dispor todos os meios necessários para o fazer, apesar de não os querer usar.
Os mísseis só foram descobertos a 14 de Outubro, através de aviões espiões, no Oeste de Cuba.
Os EUA não tinham nenhum plano para lidar com a ameaça devido à crença de que os Soviéticos não iriam instalar mísseis na ilha. O EXCOMM [Comité Executivo do Conselho de Segurança Nacional] discutiu três possibilidades de acção: ataque aéreo sobre os mísseis, invasão militar ou bloqueio naval de Cuba (uma quarentena mais restritiva). O Estado Maior Conjunto concordou sobre a invasão completa como a solução, concordando que a União Soviética não agiria contra isso. Kennedy respondeu: ' Eles, não mais que nós, podem deixar estas coisas passar sem fazer algo ', e admitiu que eles simplesmente não poderiam tirar os mísseis de Cuba depois das suas afirmações anteriores. E se eles não tomassem acção em Cuba, tomariam em Berlim, como atacar por ar faria os Soviéticos presumir uma 'linha clara' para conquistar Berlim. O Secretário da Defesa Robert McNamara apoiou o bloqueio naval como a mais forte acção militar contida. Mas, pela lei internacional, um bloqueio é um acto de guerra, mas a administração sentia que um mero bloqueio não faria a União Soviética atacar. Outro voo espião descobriu bombardeiros e mísseis cruzeiro na costa Norte de Cuba, e Kennedy autoriza o bloqueio à Ilha.
Em 22 de Outubro, atingiu-se o clímax da Crise: aviões de reconhecimento revelaram fotos da construção de plataformas de lançamento de mísseis em Cuba.
No seu primeiro discurso durante a Crise, Kennedy anunciou a descoberta dos mísseis e que iria considerar o lançamento desses mísseis nucleares a qualquer nação ocidental como um ataque aos próprios EUA, retaliando sobre a URSS; Uma hora mais tarde, o diplomata George Ball comunicou aos embaixadores americanos à Turquia e NATO que retiraria os mísseis da Turquia pela retirada dos de Cuba.
(Não se sabe se iriam cumprir isso ou se era apenas uma experiência à reacção da Opinião Pública).
Krushchev comunicou, por telegrama, que iriam ignorar as exigências americanas e o bloqueio. Nessa noite, o nível de alerta subiu para DEFCON 2 (Pela primeira vez na História). Missões militares e de espionagem foram efectuadas durante essa noite e o dia seguinte. A 23 de Outubro Kennedy assina a Proclamação para a Interdição da Entrega de Armas Ofensivas a Cuba.
Quando se revelou que a montagem dos mísseis continuava sem abrandar, Kennedy respondeu com o Memorando de Segurança 199 (autorizando o carregamento de armas nucleares em veículos aéreos, com o dever de fazer os primeiros embates sobre a União Soviética).Ele acreditava que só uma invasão poderia retirar os mísseis de Cuba, mas foi persuadido a esperar mais um pouco e a continuar a pressionar Cuba e a URSS diplomática e militarmente. A União Soviética não mostrou sinais de recuar e os EUA planearam uma invasão a Cuba e um ataque nuclear à URSS, caso eles retaliassem.
Um espião soviético (Aleksandr Fomin) apresentou uma proposta para a negociação da retirada, sob a supervisão da ONU, dos mísseis de Cuba (com a promessa de Castro de não aceitar mais armas), pela promessa da não invasão a ilha.
Os EUA declararam, através do governo Brasileiro que, se retirassem os mísseis, não invadiriam.
Mais tarde, Krushchev repetiu numa carta o plano de Fomin, oficializando a proposta.
Castro ainda estava convencido de uma futura invasão americana, e, numa carta a Krushchev (Em 26 de Outubro) pediu um ataque preemptivo ao solo americano e para que todas as armas anti-aéreas no território cubano disparassem contra os aviões americanos.
Em 27 de Outubro um relatório da CIA mostrou que haviam cinco plataformas de lançamento de mísseis completamente operacionais e que os militares cubanos estavam preparados para agir. Às 9 da manhã a Rádio Moscovo transmitiu uma mensagem de Krushchev que oferecia uma troca dos mísseis soviéticos pelos Jupiters na Turquia. Por volta das12h do dia 27 de Outubro, um avião U-2 foi abatido devido à decisão pessoal de um comandante local soviético, uma acção mais tarde repetida com outros aviões. Isto contribuiu para o aumento da tensão nas negociações.
Às 16h, kennedy ordenou que comunicassem ao Secretário Geral das Nações Unidas U Thant para que pedisse aos russos para pararem o trabalho nos mísseis até ao final das negociações.
Kennedy sugeriu aceitar a proposta de Krushchev (enquanto o Procurador Geral, o seu irmão Robert, descobria se a troca fazia parte das intenções dos Soviéticos, falando com o embaixador Soviético). Lentamente Kennedy havia sido convencido por um novo plano: ignorar a proposta de remover ambos os mísseis pela velha de remover os mísseis pelo respeito da integridade cubana, apesar de Kennedy hesitar sobre se Krushchev quereria recuar tanto nas negociações (o que o punha numa situação pior), e enviou uma carta a Krushchev neste sentido, seguida por uma mensagem ao embaixador Soviético de que acção militar iria ocorrer se os mísseis em Cuba não fossem removidos na condição da proposta anterior. Dean Rusk acrescentou um aviso (apoiado pelo presidente) que um acordo futuro não envolveria referências à Turquia (subentendendo-se a sua remoção voluntária depois da crise).
O exército americano estava preparado para agir a qualquer momento. Às 20:15, a carta de Kennedy foi, simultaneamente, enviada à imprensa e à U.R.S.S.. Havia fracas expectativas de aceitação da oferta. O EXCOMM preparou a escolha de um novo governo Cubano, e avisou os seus aliados da NATO sobre a inevitabilidade de um ataque soviético à Europa. Às 6:00 de 28 de Outubro, os mísseis estavam preparados para o lançamento.
A 28 de Outubro, Kennedy e U Thant concordaram que Cuba não era uma ameaça. Kennedy concordou em remover os mísseis da Turquia depois da remoção dos mísseis em Cuba. Às 9 da manhã Krushchev afirmou pela rádio que iriam desmantelar os mísseis e os lançadores de mísseis “que [os Americanos] consideravam ‘ofensivos’” e devolvê-los à União Soviética. Kennedy viu a carta como “uma importante e construtiva contribuição à paz” tal como a sua própria carta de 27 de Outubro. Como a remoção dos Jupiters só foi feita pública depois da crise, pareceu que Kennedy ganhara o jogo sem concessões, o que feriu a reputação de Krushchev mundial e internamente. O Pacto Diplomático Kennedy-Krushchev levou à criação do telefone vermelho Moscovo-Washington (que ajudaria em crises futuras). As super potências gastaram tanta atenção na crise que outros países viram isto como um tempo de impunidade para agir sem qualquer retaliação destas, como a invasão Chinesa da Índia prova. Depois do assassínio de Kennedy, o seu sucessor Lyndon B. Johnson seguiu a sua doutrina de coexistência pacífica, anunciando planos para reduzir a produção de armas nucleares simultaneamente com Krushchev em Abril 1964. Isto não iria prevenir o envolvimento directo dos Americanos na Guerra do Vietname, e o aumentar da tensão quando Leonid Brezhnev substituiu Krushchev: guerras proxy umas atrás de outras, os Americanos invadem a República Dominicana (social democrata) para prevenir outra Cuba, e a presença militar americana no Vietname do Sul aumentou.
Se analisarmos a crise na base dos líderes envolvidos: Kennedy, Krushchev, os seus gabinetes e os governos dos mais importantes terceiros participantes: a Turquia e Cuba. Kennedy parecia muito interessado na coexistência pacífica com a Rússia Soviética, mas não em capitular para com ela, e em permitir alguma agressão soviética ou alinhada com os Soviéticos ao seu país ou aliados. Krushchev, que teve uma tendência muito pacífica e bastante liberal em relação ao outro bloco e outras tendências ideológicas durante o início da coexistência com Eisenhower, mas em breve traçou a linha de quanto iria permitir, primeiro dentro do seu bloco (a destruição da breve democracia húngara), depois no mundo (apoio o Egipto socialista Árabe durante a crise do Suez) mas não directamente contra os interesses Americanos, e no início dos anos 60 directamente contra o interesse do bloco rival. Mas depois de alguns choques no início do mandato de Kennedy's (que agia duma maneira mais ofensiva-defensiva do que gostaria devido à agressividade russa recente nas relações internacionais), e durante e depois da crise a sua política tornou-se mais pacífica e preocupada com uma eventual destruição nuclear. Podemos dizer que ambos tomaram todas as medidas para evitar o conflito apesar de pressão de ambos os gabinetes, e usaram a oportunidade para criar um mundo mais pacífico no meio do medo da Guerra-fria; apesar das muitas mudanças de ofertas e contra-ofertas de ambos os líderes provam que apesar de quererem a paz fizeram necessariamente qualquer esforço para acabarem a crise por cima. Tem sido sugerido que Krushchev colocou os mísseis em Cuba principalmente como maneira de provocar a crise e daí um tratado com os EUA que asseguraria o direito a existir da Cuba Comunista. Os militares Americanos consideraram a resposta pacífica à crise como "a maior derrota da nossa história" (General LeMay para o presidente Kennedy), e uma invasão deveria ser imediata, e como isto não aconteceu a resposta à expansão do comunismo foi deslocada para o Vietname. O Politburo (Gabinete Político dos Soviéticos) viram os mísseis na Turquia, se possível, como algo pior de que os Americanos viam os mísseis em Cuba, devido ao espírito muito defensivo do povo Russo, além de que a sua abordagem muito militarista à relações internacionais fazia-os não se preocuparem tanto com a perspectiva de guerra, se ela pudesse representar um aumento da sua esfera de influência, melhorando o poder russo nas relações internacionais ou mesmo eliminar o seu grande rival. Como tal eles viram a negociação de Krushchev como um "falhanço", uma prova de fraqueza e falta de inteligência para negociar crises (o facto da remoção dos mísseis da Turquia só ter sido conhecida depois ajudou a esta impressão, tal como o facto da permissão original de Krushchev para responder militarmente a uma invasão de Cuba ter sido retirada mesmo sobre condições extremas). Assim Leonid Brezhnev e os outros rivais políticos de Krushchev ajudaram à sua queda visto que a sua abordagem em relação aos Americanos foi taxada demasiado fraca. Os Cubanos, de acordo com o conselheiro de Kennedy Arthur Schlesinger, viram os mísseis forçados sobre eles por Krushchev como "solidariedade socialista"; assim quando foram removidos Castro estava mais zangado com Krushchev que os seus rivais, também porque não havia sido consultado sobre a sua remoção. O governo turco, tendo uma fronteira terrestre com os Russos e assim muito mais próximo da USSR que Cuba da América, sendo membro da NATO e quartel-general de muitas base americanas, considerava os mísseis Jupiter uma absoluta necessidade para manter a sua segurança e mesmo a sua existência, daí a sua oposição à remoção deles.
A possibilidade de uma nova Guerra-fria e uma nova crise dos mísseis é discutida nos midia. A retórica de Vladimir Putin não aprova o monopólio com “hiper uso da força” americano das relações internacionais. Mas a entrada da maioria da CEI (Comunidade de Estados Independentes) na União Europeia ou na NATO fez com que começa-se a apoiar os pró-russos e separatistas, boicotar produtos e redes virtuais e opor-se à destruição de legado russo/soviético nesses países, não removendo as suas tropas e equipamento militar da Moldávia e Geórgia como se comprometeu em 1999. O historiador Max Hastings vê uma nova Guerra-fria como pouco provável, mas “amizade Ocidental” com uma Rússia que parece estar a criar um bloco ao estilo da Guerra-fria (através da CEI e da Cimeira do Cáspio) “é letra morta”. O temor da nova guerra fria cresceu com a oposição de Putin à colocação do escudo de mísseis Americano Europeu na Polónia e na República Checa, propondo o uso dos radares no Azerbeijão e a colocação dos mísseis em outros membros da NATO ou no Iraque. Mas Putin diz-se por um mundo democrático multipolar, e atribui o militarismo de um Estado-Nação russo “como uma potência do século XIX” à agressividade americana. Acções modernas russas não têm a haver com a Guerra-Fria (não tem uma ideologia a sustenta-la) ou dominação mundial mas antes com a vingança de um Rússia com o orgulho ferido, expansiva de um tipo defensivo tipicamente russo, anexando territórios para defensa nacional após a “grande tragédia geopolítica” (nas palavras de Putin) do período Yeltsin.
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